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sexta-feira, 30 de junho de 2017

68º Congresso Nacional de Botânica


Congresso Nacional de Botânica (CNBot), promovido pela Sociedade Botânica do Brasil (SBB), é a reunião anual dos Botânicos do Brasil. A 68a edição deste evento será realizada na Cidade do Rio de Janeiro de 20 a 25 de agosto de 2017 e tem como tema “Diversidade Vegetal: Conhecimento e Aplicações”. O evento é voltado a alunos, tanto de graduação como de pós-graduação, professores e pesquisadores, e é aberto a todos os interessados na conservação e na sustentabilidade dos recursos naturais, especialmente nos componentes da flora. A última vez que o estado sediou este evento foi há 20 anos.

O Congresso Nacional de Botânica, através de suas mesas redondas, de palestras, exposições de trabalhos, minicursos e de excursões científicas, é o principal fórum de debates da Flora Brasileira. Conta com a participação e a contribuição do que há de mais expressivo na ciência Botânica no Brasil e tem como missão divulgar os avanços obtidos na Botânica e apontar, recomendar e sugerir ações e mecanismos para a área ambiental nacional, colocando à disposição da comunidade científica e de pessoas interessadas informações voltadas para a conservação da natureza e dos recursos naturais.

Este evento nacional, de periodicidade anual, congrega cerca de 3.000 congressistas. Durante sua realização são discutidos temas relacionados à biologia vegetal, de abrangência nacional e internacional, sendo importante oportunidade para os profissionais da área para apresentação e discussão dos projetos de pesquisa concluídos ou em andamento. Da mesma forma, jovens pesquisadores encontram um espaço para divulgar e discutir suas pesquisas, além de ser um fórum ideal para despertar novas vocações, contribuir na formação de recursos humanos e possibilitar novas parcerias de trabalho. 
As instituições colaboradoras do 68o Congresso Nacional de Botânica são o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Estas instituições estão empenhadas em oferecer infra-estrutura de qualidade durante a realização do evento. A comissão organizadora desta proposta acredita na união de forças de várias instituições do estado do Rio de Janeiro como meio para a construção de um evento em Botânica com uma visão integrada do trinômio Ensino, Pesquisa e Extensão. 

Rio de Janeiro, sede do 68º Congresso Nacional de Botânica, é um município brasileiro, capital do estado homônimo, situado no Sudeste do país. Maior rota do turismo internacional no Brasil, da América Latina e de todo o Hemisfério Sul, a capital fluminense é a cidade brasileira mais conhecida no exterior, funcionando como um retrato nacional. Essa tem o epíteto de Cidade Maravilhosa e aquele que nela nasce é chamado de carioca. Parte da cidade foi designada Patrimônio Cultural da Humanidade, com o nome "Rio de Janeiro: Paisagem Carioca entre a Montanha e o Mar", classificada pela UNESCO em 1º de julho de 2012. 

É também um dos principais centros econômicos, culturais e financeiros do país, sendo internacionalmente conhecida por diversos ícones culturais e paisagísticos, como o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, as praias da zona sul e da Barra da Tijuca, entre outras, o Estádio do Maracanã, o Estádio Nilton Santos, o bairro boêmio da Lapa e seus arcos, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, as florestas da Tijuca e da Pedra Branca, a Quinta da Boa Vista, a Biblioteca Nacional, os museus MAR (Museu de Arte do Rio) e do Amanhã e toda a nova região do Porto Maravilha, a ilha de Paquetá, o réveillon de Copacabana, o carnaval carioca, a Bossa Nova e o samba. Além disso, contemplado por grande número de universidades e institutos, é o segundo maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 19% da produção científica nacional. Por fim, o Rio de Janeiro representa o segundo maior PIB do país estimado em cerca de 140 bilhões de reais (IBGE/2007), sendo considerado uma cidade global beta - pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC). 

Durante a realização do Congresso Nacional de Botânica serão homenageados importantes nomes da pesquisa botânica do Rio de Janeiro e premiados trabalhos de iniciação científica e de pós-graduação apresentados durante o evento, selecionados por uma comissão nas apresentações das sessões técnicas. 
Trata-se de um evento de grande importância para o estado do Rio de Janeiro, destacando sua inserção em uma área de grande riqueza natural e cultural, cujos processos de conservação encontram-se ameaçados, contribuindo desta maneira para o conhecimento e sua preservação



Estatais elétricas, governança e eficiência

O tema do título sempre mereceu atenção do Instituto. Em 2012 e 2013 publicamos dois White Papers (White Paper nº 10 – Gestão Estatal (Parte 1): Despolitização e Meritocracia, e White Paper nº 11 – Gestão Estatal (Parte 2): Governança Corporativa, ambos disponíveis emwww.acendebrasil.com.br/estudos) e vários artigos foram escritos por nossa equipe nos últimos anos sobre o uso político que tem vitimado as estatais do setor elétrico. Um de nossos pesquisadores desenvolveu sua tese de Doutorado com base em oito anos de estudo deste problema: estatais do setor elétrico sendo apropriadas por políticos e destruindo valor década após década.
 
Os estudos acima serviram ao propósito de documentar, com rigor analítico, as diferenças de desempenho econômico-financeiro e operacional entre empresas privadas e estatais ao longo de uma série de indicadores. A conclusão é auto-evidente: qualquer que seja o indicador escolhido, as empresas estatais são menos eficientes que as privadas, sendo que os principais entraves à eficiência das estatais são: a) objetivo indefinido; b) indisciplina orçamentária; c) uso político; d) administração inepta (dirigentes da empresa nomeados sem as qualificações requeridas para o cargo); e e) processo decisório burocrático.
 
Concluímos no White Paper 11 que “o loteamento político precisa ser atacado com rigor e com urgência porque, no melhor dos casos, as indicações políticas sujeitam a gestão das estatais a interferências visando a interesses partidários e interesses de curto prazo… No pior dos casos, resultam em ineficiência, superfaturamento e concessão de benesses a amigos com prejuízo aos contribuintes e acionistas das estatais. As principais recomendações específicas para bloquear o uso político das estatais têm como ponto de partida o recrutamento profissional dos dirigentes das estatais… Se a ênfase na ocupação dos cargos … passar a ser meritocrática e concentrada nas qualificações acadêmicas e profissionais dos candidatos, o espaço para o jogo político e de apadrinhamento será drasticamente reduzido.”
 
No meio de tantas distorções – baixa eficiência e baixa produtividade em comparação com empresas privadas comparáveis, cabides de empregos, prejuízos recorrentes, assunção de projetos com retorno sobre o capital inferior ao custo de captação, corrupção endêmica –, foi com uma dose de alívio e de esperança que observamos, em julho de 2016, a nomeação do executivo Wilson Ferreira ao cargo de presidente da Eletrobras, a maior empresa do setor elétrico.
 
O entusiasmo com sua indicação foi e é fácil de explicar: o novo presidente preenchia com louvor o tripé que sempre defendemos para cargos de alta direção: formação acadêmica adequada (engenheiro eletricista) experiência profissional relevante (18 anos como presidente da CPFL Energia, empresa privada líder no setor) e ausência de conexões político-partidárias (atributo que o permitiria tratar a Eletrobras como empresa, e não como ferramenta para a distribuição de benesses e privilégios políticos).
 
Nos primeiros 10 meses de sua gestão, Ferreira consolidou um diagnóstico amplo dos problemas enfrentados pela Eletrobras – pesadas heranças negativas da Medida Provisória (MP) 579 impostas à estatal pela ex-presidente Dilma Rousseff, modelo de governança e gestão ineficazes, baixo desempenho operacional e elevado endividamento – e iniciou um plano de negócios para reposicionar a empresa no horizonte de 2021. O chamado “Plano Desafio 21” contém várias iniciativas para endereçar as necessidades de três grandes pilares: governança e conformidade, excelência operacional e disciplina financeira.
 
No pilar da excelência operacional, há oito iniciativas para reduzir os custos de PMSO (Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas), entre as quais: reestruturação organizacional, plano de aposentadoria antecipado, redução de horas extras e implantação de software de gestão unificado.
 
A iniciativa de reestruturação organizacional tem a meta de reduzir o quadro atual de 23.100 pessoas para 12.000 pessoas, sendo que a redução de 11.100 pessoas assume o desligamento de cerca de 6.000 empregados das distribuidoras sob gestão da Eletrobras, sob a premissa de que todas serão privatizadas. A privatização das distribuidoras, aliás, está inserida como iniciativa de outro pilar (“Disciplina Financeira”) e foi iniciada com a exitosa alienação da Celg em novembro de 2016 (vendida por R$ 2,2 bilhões, ficando R$ 1,1 bilhão para a Eletrobras) e deve continuar com a venda das distribuidoras nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Alagoas e Piauí.
 
Em resumo, o diagnóstico foi feito e o plano para recolocar a Eletrobras nos trilhos da boa gestão e de produção de resultados empresariais coerentes está sendo implementado. O mercado acionário tem reconhecido as perspectivas positivas trazidas pela nova gestão: o valor da empresa aumentou de R$ 9 bilhões em janeiro de 2016 para R$ 18 bilhões em junho de 2017.
 
No entanto, recente episódio envolvendo a iniciativa de reestruturação organizacional gerou polêmica: em reunião com sindicalistas, o presidente da Eletrobras usou expressões – referindo-se a uma parte do corpo de empregados da estatal – que provocaram reações furiosas. O próprio presidente, após ouvir a gravação feita sem seu conhecimento, declarou: “De fato, exagerei. Arrependo-me disso e me desculpei logo em seguida”.
 
Independentemente do episódio e da linguagem adotada no episódio, é preciso separar “forma” de “conteúdo” porque o desafio de gestão à frente da Eletrobras, qualquer que seja seu presidente, permanece. Em outras palavras, tanto o diagnóstico quanto o plano do presidente da Eletrobras são baseados na objetividade gritante revelada pelos resultados das estatais federais elétricas, que evidenciam, quando comparadas com empresas privadas, o inchaço de profissionais que se acumulou durante décadas.
 
A Eletrobras, com mais de 23.000 empregados, gerou um lucro de R$ 3,5 bilhões em 2016 a partir de uma receita de R$ 60 bilhões. Importante notar que a empresa teve prejuízos recorrentes nos quatro anos anteriores que somaram perdas de mais de R$ 30 bilhões: R$ 14,9 bilhões em 2015, R$ 2,9 bilhões em 2014, R$ 6,2 bilhões em 2013 e R$ 6,9 bilhões em 2012. Seu valor de mercado atual é de R$ 18 bilhões.
 
Já a Engie Brasil Energia, por exemplo, uma empresa originada da privatização de parte da Eletrosul (subsidiária da Eletrobras) em 1998, tem os seguintes números: com cerca de 1.100 empregados, produziu em 2016 um lucro de R$ 1,5 bilhão a partir de uma receita de R$ 6,4 bilhões. Em 2015, 2014, 2013 e 2012 os lucros foram da mesma ordem: R$ 1,5 bilhão, R$ 1,4 bilhão, R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão. A Engie tem hoje um valor de mercado de cerca de R$ 22 bilhões.
 
Portanto, os indicadores derivados dos resultados da Eletrobras e Engie são eloquentes: considerando-se apenas o ano de 2016, que foi melhor do que a série de quatro anos anteriores em do função reconhecimento contábil referente à RBSE (Rede Básica de Sistemas Existentes referente aos ativos de transmissão) no âmbito da MP 579, a Eletrobras gerou uma receita de R$ 2,64 milhões de reais por empregado, enquanto a Engie gerou uma receita de R$ 5,82 milhões de reais por empregado, ou mais que o dobro do desempenho da Eletrobras. Fazendo a mesma conta para o lucro por empregado, a comparação se torna dramática: com mais de 20 vezes o número de empregados, a Eletrobras produziu um lucro por empregado 9 vezes inferior ao da Engie: R$ 150 mil (Eletrobras) contra R$ 1,36 milhão (Engie). Em termos de valor de mercado, a distância aumenta ainda mais: R$ 780 mil por empregado (Eletrobras) contra R$ 20 milhões por empregado (Engie), o que significa que o valor de mercado gerado por um empregado da Eletrobras corresponde a 4% do valor de mercado gerado por um empregado da Engie.
 
Apesar dos números acima, que indicam clara necessidade de correção urgente de rumos, as resistências corporativistas para alterar essa situação são e serão fortes. Muitos grupos de pressão acostumaram-se com seus privilégios e com a falta de prestação de contas. Afinal, nunca é demais lembrar que empresas estatais devem prestar contas a uma categoria muito especial de acionistas: os contribuintes da nação que, com seus impostos, viabilizaram a criação de tais empresas.
 
Mas também é fundamental deixar claro que, apesar de haver a necessidade de redução de quadros ineficientes nas estatais, há muitos profissionais de excelente nível nessas empresas. São exatamente esses bons profissionais os maiores interessados na promoção da eficiência porque a ausência da meritocracia no ambiente estatal tem produzido um problema de duas faces, ambas perversas: de um lado, maus comportamentos não são punidos e continuam sendo remunerados; e, de outro lado, bons comportamentos não somente não são incentivados, como também não são reconhecidos.
 
Há uma parcela significativa de empregados das empresas da Eletrobras que – apesar de formação acadêmica adequada e postura profissional compatível com os mais competitivos ambientes privados – sofre com a ausência de meritocracia e tem que conviver com colegas que não atendem aos requisitos pessoais e profissionais de uma empresa que um dia poderá ser referência no setor elétrico caso sua reestruturação seja exitosa.
 
Os contribuintes brasileiros, grandes perdedores por serem os reais controladores da Eletrobras, nunca tiveram voz ativa para interromper essa sangria de recursos. É natural que as ações do novo presidente para dar voz às expectativas e necessidades dos contribuintes brasileiros produzam reações.
 
Mas essas reações não devem ser encaradas pelos novos gestores da Eletrobras como sinal para interromper seu plano de reestruturação. Muito pelo contrário: são um forte sinal de que as visões que têm sido gradualmente implementadas pela nova Diretoria com o apoio do novo Conselho de Administração expressam um caminho promissor para devolver a Eletrobras aos brasileiros e retirá-la das mãos de alguns políticos e de algumas minorias que se apropriaram de nossa estatal para fins privados e corporativistas que em nada beneficiam a sociedade brasileira.
 
Claudio J. D. Sales e Eduardo Müller Monteiro são, respectivamente, Presidente e Diretor Executivo do Instituto Acende Brasil

Mapeamento da DAPP aponta gargalos na inserção de estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro

Lei de Migração, sancionada em maio deste ano, estabeleceu novas diretrizes para as políticas do setor e, com isso, trouxe à tona desafios para a administração pública. Mudanças na estrutura dos órgãos governamentais e na prestação de serviços são esperadas e devem ocorrer em até 180 dias após a legislação entrar em vigor — o que coloca 21 de novembro como a data-limite para eventuais ajustes. Nesse contexto, entender os processos que colocam em curso a política de imigração no Brasil, identificando possíveis gargalos, é fundamental para apontar como os órgãos envolvidos podem interagir de maneira mais eficiente e eficaz.
Em estudo recente, a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV (DAPP) se debruçou sobre os processos governamentais ligados à migração laboral, analisando a qualidade dos serviços públicos prestados a partir de um diagrama de contexto que identifica a interação entre os órgãos no cumprimento de suas responsabilidades e seus resultados. São analisadas, portanto, a atuação e as responsabilidades dos órgãos envolvidos na inserção de estrangeiros no mercado de trabalho, segundo o antigo Estatuto do Estrangeiro e os demais instrumentos legislativos que complementam suas disposições.
Observa-se que a política de imigração do governo federal é estruturada por três ministérios e a Polícia Federal, e que há três entradas possíveis de imigrantes nessa política: estrangeiros no exterior, empresas demandantes de mão de obra, e estrangeiros no país.
Essa divisão de competências entre ministérios, apesar de não haver sobreposições de funções, gera uma fragmentação do monitoramento de imigração no Brasil. Além disso, o baixo grau de integração entre os dados dos ministérios faz com que as informações a respeito dos estrangeiros que ingressam no Brasil fiquem dispersas. O que percebe-se é que a profusão de sistemas sem comunicação entre si gera informações incompletas, dificultando a gestão da política migratória.
As análises sugerem, portanto, que existe uma grande necessidade de integração de ações e sistemas entre os órgãos envolvidos na política de imigração do Brasil, tendo em vista que cada um realiza um subprocesso que tem conexão ou se integra aos realizados pelos demais órgãos. A criação de uma plataforma integrada geraria informações mais precisas e aumentaria a eficácia das funções realizadas. Além disso, essa integração promoveria a geração de estudos e estatísticas mais acurados acerca da atração de mão de obra qualificada para o país, apoiando a definição das políticas de imigração.
O estudo conclui, portanto, que o desenvolvimento institucional da política de imigração no Brasil para o século XXI depende de processos mais céleres. Para isso são necessários a redução da burocracia e o aumento de clareza das informações disponíveis, para que haja melhoria na relação com as empresas e no trato com os imigrantes, cujas necessidades precisam de atendimento efetivo e constante. Não menos importante é a simplificação e padronização da exigência de documentação, prevista no artigo 6º da Resolução Normativa (RN 104/2013). Esses pontos poderiam estar contemplados na nova modelagem de processos que irá atender às exigências da nova lei, assim como a harmonização e consolidação de todas as bases de dados dispersas em todos os órgãos envolvidos.

Evento na Argentina debate exploração de gás de xisto

A necessidade imperiosa de se agregar áreas de exploração ao portfólio das empresas petrolíferas, sejam públicas ou privadas, torna constante a busca por novas e prolíferas formações geológicas. Essa busca tem levado profissionais e companhias aos mais diversos rincões do mundo, inclusive ao Ártico, à Sibéria e a eventuais 5 mil metros de profundidade, como no offshore brasileiro. Nesse contexto, a FGV Energia participou, nos dias 26 e 27 de junho, em Buenos Aires, da “Argentina Shale Gas & Oil Summit.
A participação no encontro está alinhada com o posicionamento de vanguarda da FGV Energia em discussões efetivas sobre recursos não convencionais de hidrocarbonetos, especificamente óleo e o gás de xisto (shale), de forma a incitar o diálogo transparente e consistente entre as empresas do setor, a academia, a sociedade e o governo. A conferência abrangeu o desenvolvimento, estratégias e oportunidades mais recentes na exploração e produção de shale gás em Vaca Muerta, na Argentina. O fórum reuniu profissionais de óleo e gás para trocar ideias e opiniões para avançar no conhecimento científico e técnico para a exploração de shale oil & gas.
Entre tantos assuntos, o evento tratou da evolução do mercado de gás e estruturas argentinas de financiamento, dos modelos de operação e desafios, incluindo lições aprendidas com os EUA, das tecnologias de monetização de gás, das estruturas de licenciamento ambiental, dos regulamentos existentes e das relações governamentais.
A participação da FGV Energia neste evento teve o propósito de entender a evolução da produção de hidrocarbonetos, assim como a potencialidade dessa formação geológica específica, estudando a curva de aprendizagem tecnológica mais curta para o seu desenvolvimento. As chaves explicativas, sejam técnicas ou econômicas, vão possibilitar que este conhecimento seja trazido para a realidade brasileira e incitar o diálogo. Os números de produção, assim como a velocidade de performance dos projetos exploratórios de shale, tantos nos EUA quanto na Argentina, comprovam não só o potencial, como a envergadura dos retornos dos investimentos realizados.

FGV Management debate ambiente de negócios no Brasil e tendências de E-Business

O que leva uma startup ao sucesso? O que chama a atenção de um investidor no momento em que decide aportar recursos em um empreendimento? O que o empreendedor precisa ficar atento para que o seu negócio se destaque? Quanto o uso de tecnologias é fundamental para uma startup nos dias de hoje? Esses e outros questionamentos foram objeto do debate “Ambiente de Negócios no Brasil e Tendências de E-Business”, promovido pelo FGV Management, em 26 de junho, em São Paulo.
Sob a mediação do professor Antonio André, coordenador do curso Formação Executiva “Negócios Digitais”, o encontro reuniu oito especialistas das diversas perspectivas da cadeia de E-businesspara conversar com alunos e interessados em aprofundar seus conhecimentos em um mercado que movimenta aproximadamente US$ 2 trilhões no mundo e US$ 11 bilhões no Brasil. Pedro Sonego(analista de investimento da Startup Farm); Fausto Monteiro (gerente de soluções de clientes do Facebook); Fabio Costa (gerente de inovação da Timwe); Dairton Bassi (idealizador da Agile Trends); Hugo Santos (co-fundador da empresa Pluvi.On); Anderson Pavanello (sócio-gestor da empresa Meu Contador Online); Paulo Fernandes (pesquisador de logística em e-Commerce do Banco Mundial); e Cristóvão Pereira (professor da FGV e consultor) participaram do evento. 
Segundo André, a perspectiva é que até 2021 mais de um milhão de novos “dispositivos de internet das coisas serão comprados por hora no mundo, em velocidades cada vez mais extraordinárias. O professor adverte, no entanto, que as enormes expectativas de ganho vêm acompanhadas também de grandes riscos. Algumas estimativas apontam que 85% dos empreendimentos em negócios eletrônicos fracassam nos primeiros anos de vida.
Para o professor Cristóvão Pereira, a estruturação financeira precisa engajar o investidor. “O que o investidor deseja é saber qual o tamanho e o tempo de retorno do investimento. É preciso lembrar que o Brasil tem a segunda taxa básica de investimento mais alta do mundo e o retorno do empreendimento precisa competir com esta taxa. Para que o investidor seja atraído para o investimento, ele precisa ter claro de que o negócio irá ser bem-sucedido”.
Algumas variáveis são importantes para a determinação desse sucesso. Tanto Pereira quanto Pedro Sonego, da Startup Farm, concordam que a qualidade do capital humano é fundamental. “Não só o empreendedor, mas a equipe do projeto precisa ser fora da curva nos mais diversos tipos de inteligência. As equipes precisam ser multidisciplinares e diversas em gênero e em classes sociais. Essa diferenciação contribui para diminuir o custo de entendimento do público-alvo, por exemplo”, pondera Sonego.
Para Dairton Bassi, da Agile Trends, apesar de não haver uma receita de sucesso, algumas ferramentas simples podem ser valiosas ao ajudar o empreendedor a estruturar a sua startup, como o Canvas, por exemplo, que permite mapear público-alvo, potenciais parceiros, fornecedores e estratégias de divulgação de produto e serviço. “Às vezes, a adoção dessas ferramentas e um tempo de reflexão para entender o negócio evitam retrabalho e uma proposta inadequada”, explicou.
Fausto Monteiro, do Facebook, complementa que várias dessas ferramentas são muito acessíveis. “É possível determinar o perfil do potencial consumidor, levantar possibilidades, criar cenários e fazer muitas outras pesquisas a um custo muito baixo”.
Para mais informações sobre o Curso de Formação Executiva em Negócios Digitais, acesse o site.

Fórum Europeu debate modelos alternativos de acesso à internet

O pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV (Direito Rio), Luca Belli, participou do Fórum Europeu sobre Governança da Internet (EuroDIG), realizado nos dias 6 e 7 de junho, em Tallinn, na Estônia. Na ocasião, ele palestrou sobre redes comunitárias e modelos alternativos de acesso à Internet.
O EuroDIG foi promovido conjuntamente pelo Conselho da Europa e pelo Ministério das relações exteriores da Estônia. Belli palestrou junto com o Diretor dos Serviços para Banda Larga da Comissão Europeia (BCO), Jan Droege, a diretora da Associação das Operadoras Telefônicas Europeias (ETNO), Lise Fuhr, o Vice-ministro para o Desenvolvimento Sustentável da Georgia, Giorgi Dapkviashvili, e o Diretor da Small and Medium Telecom Operators' Association of Georgia, Ucha Seturi.
Belli destacou que, atualmente, quatro bilhões de pessoas no mundo ainda não estão conectadas à Internet. Segundo ele, parece evidente que o modelo tradicional de acesso à Internet tem limites e modelos alternativos precisam de ser experimentados.
“A conectividade comunitária representa uma verdadeira mudança de paradigma. As redes comunitárias são iniciativas bottom-up, no âmbito das quais grupos de indivíduos se organizam a fim de construir e manter a infraestrutura que proverá acesso pela comunidade local. Este tipo de iniciativa apresenta várias externalidades positivas: além de ampliar o acesso à informação, elas promovem a alfabetização digital das comunidades que as desenvolve, estimulando também a criação de novos serviços de comércio eletrônico ou de e-government até a criação de verdadeiros smart villages” destacou Belli.
A apresentação de Belli era baseada no livro Community Connectivity: Building the Internet from Scratch, uma coletânea sobre governança, regulação e estruturas técnicas das redes comunitárias. O livro, publicado pela Direito Rio, é um dos resultados oficiais do último Fórum da ONU sobre Governança da Internet. A integra do debate pode ser acessada no site.

Conferência debate principais desafios da Administração Pública no âmbito do 50º aniversário da Revista de Administração Pública

Um amplo debate sobre os desafios da administração pública foi realizado na FGV nos dias 20 e 21 de junho. O evento organizado em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) reuniu dirigentes de escolas de governo, pesquisadores, acadêmicos e gestores públicos para falar sobre os desafios relacionados ao ensino, aprendizado e à inovação em tempos de incerteza.
Na abertura, o presidente da FGV, professor Carlos Ivan Simonsen Leal, destacou a necessidade de voltar a profissionalizar o serviço público, com a devida neutralidade em relação ao setor privado, ou seja, sem que a formação pública se deixe influenciar pela iniciativa privada, prezando pela transparência. Ele ressaltou, também, que os principais desafios são pensar a longo prazo, investir em infraestrutura e educação, além de transformar planejamento público em algo verdadeiro.
“É preciso olhar quais os grandes problemas nacionais para identificar como a administração pública pode contribuir para resolvê-los. Precisamos hierarquizar os temas e analisar onde estamos bem, onde estamos mal e onde podemos avançar”, ressaltou.
Já o diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE), professor Flavio Vasconcelos, relembrou dois grandes eventos ocorridos no ano de 1967: o lançamento da Revista de Administração Pública (RAP), a mais antiga e importante revista de Administração Pública do país, e o primeiro programa de pós-graduação (Mestrado) de Administração Pública do Brasil.
Após a abertura, Franscisco Longo, professor e diretor-geral adjunto da Escola Superior d'Administració i Direcció d'Empreses/ESADE, Universitat Ramon Llull (Barcelona, Espanha), foi o responsável pela Aula Magna, que falou sobre as tendências, desafios e capacidades da administração pública na era da inovação.
Outra convidada internacional foi Debra Iles, Senior Associate Dean da Harvard Kennedy School (HKS), que apresentou os programas executivos e de mestrado da universidade americana e abordou alguns desafios do desenvolvimento profissional no setor público. Ela destacou suas necessidades únicas, o impacto das rápidas mudanças tecnológicas, os desafios no desenvolvimento de lideranças e o gerenciamento das mudanças demográficas.
O evento também marcou o Encontro da Rede de Escolas de Governo 2017 e a Comemoração do 50º aniversário da RAP, da EBAPE. A editora-chefe da revista, professora Alketa Peci, afirmou que o evento representa o trabalho de muitos que contribuíram para que a revista chegasse onde chegou.
“Uma revista não se faz sozinha. Conta com o trabalho de pesquisadores, avaliadores e sua comunidade de leitores e a RAP tem uma longa história de cooperação. A melhor contribuição que uma revista acadêmica pode trazer para o setor público, brasileiro ou internacional, é a pesquisa de boa qualidade. A comunidade acadêmica de administração pública é orientada pelo mesmo éthos público que os profissionais do campo compartilham. Cabe à revista consolidar esta ponte, contribuindo para a consolidação de uma comunidade acadêmica que alinha rigor e relevância”, finalizou.
Editores de periódicos internacionalmente prestigiados na área de administração pública e pesquisadores renomados participaram no evento, destacando os desafios da pesquisa em administração pública, temas emergentes e o papel das revistas da área. A Public Administration Review  foi representada pelos professores James Perry e Richard Stillmann,  o Journal of Public Administration Theory and Research pelo professor Donald Moynihan e a Public Administration, pelo professor Salvador Parrado.
O seminário “Desafios no Campo da Administração Pública: Ensino, Profissionalização e Pesquisa” foi promovido pela ENAP e pela FGV, e contou com o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), da Flacso, do Instituto República e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FGV reúne líderes empresariais em São Paulo na 4ª Semana de Educação Executiva

De 10 a 14 de julho, o FGV Management reúne importantes líderes empresariais, empreendedores e professores de cursos de MBA na 4ª Semana de Educação Executiva. Durante os cinco dias de evento serão oferecidas palestras gratuitas sobre diversas áreas do conhecimento, com o objetivo de estimular a reflexão sobre desafios e oportunidades do mercado atual.
Ao todo, serão oferecidas 14 palestras, um recorde desde a primeira edição do evento. No primeiro dia, Marcelo Raducziner Sá Rego (Industry Advisor Director da DXC Technologies), vai palestrar sobre “Processos e Tecnologia: Bases para eficiência, inclusive para os novos modelos de negócio”. Já o economista e pesquisador do Instituto de Economia Aplicada (IPEA), Robson Gonçalves, fala sobre “A visão da Neurociência sobre o papel da inteligência artificial e das soft skills na gestão empresa.
No dia 11 serão abordados assuntos atuais e relevantes no Brasil. “Mudança cultural, e o que podemos aprender com a Operação Lava Jato?” será o tema da palestra de Almiro dos Reis Neto, presidente da Franquality. As estratégias para a otimização de recursos vai ser o tema da apresentação de Claudinei Reche (Ex-presidente da Höganäs América do Sul e ex-presidente da SKF América Latina), sob o tema “Os desafios para a redução de custos nas empresas”. Já Luiz Fernando Visconti (Diretor Regional da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG) no Estado de SP e Sócio de TozziniFreire Advogados) fala sobre as “Relações Governamentais e Transparência”.
O terceiro dia receberá o fundador da Infobase e da agência digital Iinterativa, André Miceli, que vai falar sobre “Blockchain e seus impactos nos negócios”. Um painel com representantes de algumas das principais empresas da indústria automotiva (Volvo, Continental, Sulzer, Honda, Hyundai e Ford)) vai falar sobre as perspectivas da área de pessoas e os desafios do Brasil no setor. A outra palestra do dia faz uma provocação aos participantes ao perguntar se estão preparados para as rápidas e profundas transformações tecnológicas do cenário contemporâneo. Paulo Sérgio da Silva Sanz (Sócio-diretor da Noorden Group) vai falar de que forma os profissionais podem gerar vantagem competitiva nesse contexto.
A diversidade de assuntos marca as palestras do dia 13 de julho. Alice de Tassis Machado (engenheira com foco em tecnologia e inovação) fala sobre “Métricas e inovação”. Cleber William Gomes, por sua vez, vai abordar “Os desafios do desenvolvimento de projetos automotivos em mercados emergentes”. Já Fabio Matuoka Mizumoto (FGV) vai apresentar os desafios e oportunidades do Agronegócio, setor que está em alta nos últimos meses, sendo o grande responsável pelo primeiro resultado positivo do PIB brasileiro desde 2014.
O encerramento do evento vai abordar três assuntos distintos. Mel Girão (diretora executiva de Marketing em empresas como L`Orèal, SKY, Kimberly-Clark, Hypermarcas, Qualicorp e MetLife) apresenta o case “Os desafios de reposicionar uma marca líder em seu segmento e a revolução causada no mercado bilionário de esmaltes”.  Já Carlos Alberto Di Augustini (atou como CEO de empresa financeira da Volkswagen) fala sobre os “Riscos e oportunidades corporativas para além da crise brasileira. Reformas graduais, contas públicas e eleições em 2018”. Por fim, Rogério Zacchi Rodrigues da Silva (membro da Sociedade de Compliance e Ética Corporativa) fala sobre uma tendência global cada vez mais em voga no Brasil: Compliance e Ética Corporativa.
Todas as palestras são gratuitas e serão realizadas na FGV em São Paulo (Rua Itapeva, 432. Bela Vista, São Paulo) a partir das 19h. As vagas são limitadas e os interessados devem se inscrever na apresentação de seu interesse pelo site

Encontro Público sobre a Conservação da Cidade do Rio de Janeiro

quinta-feira, 29 de junho de 2017

NOCAUTE | Marcas que conectam alma e origem

Segunda edição do Symposium Imaginação Ativa




Segunda edição do Symposium Imaginação Ativa será realizada no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba

Com o propósito de apresentar a técnica da imaginação ativa em diferentes abordagens, neste ano os trabalhos versam sobre a Matéria-prima da Cura e Quintessência da Arte

Por Emanuelle Spack

Dando continuidade à construção em 2016 sobre Imaginação Ativa & Criativa, o Symposium surge a partir de dois aspectos constitutivos da dinâmica da alma: a abordagem psicológica do mundo dos sintomas e da arte, expressão do mais alto nível da Imaginação Ativa. O evento, que é promovido pelo Ichthys Instituto de Psicologia Analítica, é aberto ao público e será realizado entre os dias 13 e 15 de outubro, no Museu Oscar Niemeyer – MON. Serão apresentados 15 trabalhos de profissionais renomados na área, sob a coordenação da Analista Junguiana Sonia Lyra, PhD, única profissional da área a trabalhar com pesquisa em Imaginação Ativa no país. 
A programação do Symposium prevê a preparação de um novo livro a ser lançado durante o evento, contendo o teor dos trabalhos apresentados. “Quem participar vai encontrar temas interessantíssimos. Primeiro teremos a abertura do Symposium com Pedro Vasquez falando de imaginação e arte. Em seguida a emblemática Salomé será apresentada por um grupo de dança, pois Salomé e Iokaaham (o profeta) ilustram toda a chamada para o Symposium, uma vez que, a redenção de Salomé é o tema do meu artigo e de um dos capítulos do livro. Queremos abordar com um novo olhar essa eterna disputa de poder entre o masculino e o feminino que precisa e pode ser transformada, redimida”, conta Sonia Lyra. Também está previsto apresentações de arte, como ballet, música e exposição de fotografias. Cada inscrito ganha uma entrada gratuita para visitar a Bienal de Arte que estará sendo realizada no MON no mesmo período.
Coordenar um Symposium onde a avaliação dos trabalhos que serão apresentados vai além da imaginação é uma tarefa que merece ser compartilhada. Assim surge o Symposium Imaginação Ativa - Matéria-prima da Cura e Quintessência da Arte, uma conjunção de psicologia e arte que tem “a finalidade de reapresentar a imaginação ativa como a técnica utilizada pela psicologia analítica, além do trabalho com os sintomas que é nossa especialidade, podendo ir muito além, culminando na dimensão mais essencial da arte. Queremos que, cada vez mais pessoas saibam da sua existência e de sua utilidade prática em suas vidas”, explica Sonia Lyra.
            O Symposium é aberto a todo o público interessado, porém a procura maior é de psicólogos e estudantes de psicologia, psiquiatras e estudantes de medicina, bem como todos os interessados em arte e fotografia. Vale lembrar que Carl Gustav Jung era psiquiatra/psicólogo e também fazia arte. 
Após o grande interesse despertado com a realização do primeiro Simposyum no ano passado, que reuniu psicologia e arte, foi organizada uma série de outros simpósios em diferentes cidades. De acordo com Sonia Lyra, a segunda edição é uma consequência natural da ampliação e aprofundamento do tema. “No primeiro Simposyum nosso foco maior era o sintoma e a cura do sintoma, conforme está no livro intitulado Imaginação Ativa e Criativa, enfocando as diferenças entre imaginação ativa e criativa. Desta vez, especialmente por nos encontrarmos num espaço de arte como o MON, queremos trazer o foco da imaginação ativa para a sua presença na arte, deixando em aberto novas possibilidades futuras”, diz Sonia.
Sendo assim, a data foi pensada justamente para que outras pessoas que não são de Curitiba possam participar, “sendo o dia 12 de outubro feriado, escolhemos a data para facilitar que interessados de outras cidades e estados possam viajar confortavelmente, com tempo para chegar e para voltar”, explica Sonia Lyra. 
A Analista Junguiana revela que ainda está recebendo e selecionando os artigos a serem apresentados, mas alguns temas já estão na lista das apresentações: a redenção de Salomé; poesia e cruz na noite escura da alma; o jardim secreto: crianças impossíveis; Scintillae: a centelha oculta buscada pela imaginação ativa e as revelações de Willian Blake.
Quando questionada sobre as expectativas em se promover e coordenar esse tipo de evento, Sonia Lyra fala com o coração: “Paixão! Paixão é o que me move e o que nos move! Certamente moverá o íntimo de nosso público. Paixão pelo conhecimento, pela alma humana e pela arte!”. A quintessência revela a parte mais pura de um todo. Esse Symposium proporcionará aos seus participantes vivenciar momentos únicos e, ao mesmo, despertar a sensibilidade para abrir novos caminhos na dimensão psicológica. “Apresentamos a imaginação ativa como a possibilidade de que cada um queira resgatar em si mesmo os caminhos da cura da alma e da sua expressão através da arte”, finaliza Sonia Lyra.
            Todos que desejarem podem solicitar um certificado digital após o evento. Estudantes podem somar as horas de participação como horas de estudos complementares. 

Serviço
Evento: Symposium Imaginação Ativa - Matéria-prima da Cura e Quintessência da Arte
Data: de 13 a 15 de outubro de 2017.
Local: Museu Oscar Niemeyer - MON
Endereço: R. Mal. Hermes, 999 - Centro Cívico, Curitiba - PR, 80530-230.
Horário:
13/10/2017 - Sexta-feira das 18h às 21h30. 
14/10/2017 - Sábado das 08h às 17h30.
15/10/2017 - Domingo das 08h às 13h. 
Inscrição e valores pelo link: http://www.imaginacaoativa.com/index2.asp
Mais informações: http://www.imaginacaoativa.com/  

Seminário Avenida Paulista: Novos projetos, novos rumos

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Documento denuncia violações de direitos humanos no caso TKCSA

Desde que se anunciou a instalação da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) no Rio de Janeiro, moradores de Santa Cruz, bairro da zona oeste do município, sofrem com as consequências de uma atividade altamente poluidora numa região onde vivem mais de 367.928 pessoas, segundo o Censo de 2010. No marco dos sete anos de funcionamento da siderúrgica, inaugurada em 18 de junho de 2010, o Instituto Pacs e a Justiça Global lançaram o relatório Violações de Direitos Humanos na Siderurgia: o caso TKCSA. O evento acontece na segunda-feira (26/6), às 9h, na sede da OAB-RJ. A publicação traz um apanhado inédito do cenário do conflito socioambiental em Santa Cruz, detalhando aspectos do impacto nocivo da empresa sobre o sistema de licenciamento ambiental no Estado do Rio de Janeiro, a pesca artesanal, saúde de moradores e moradoras e ações de intimidação dos grupos que denunciam as violações de direitos humanos sofridas.

O relatório enumera também recomendações ao poder público (Judiciário, Inea, Governo do Estado do Rio de Janeiro, BNDES, MPRJ, Defensoria Pública e Secretaria Municipal de Saúde) a fim de garantir com urgência o cumprimento da legislação em vigor, de modo a proteger a pesca artesanal, a saúde e a segurança de moradores e moradoras e cobrar reparações aos/às atingidos/as pela siderúrgica.

Legado negativo

A siderúrgica, conhecida por elevar em 76% as emissões de CO2 na cidade do Rio de Janeiro e por causar o fenômeno da “chuva de prata” em seu entorno, já foi embargada pelo Ministério do Trabalho, multada por órgãos ambientais após pressão da sociedade, denunciada em reportagens na grande imprensa e alvo de dois processos criminais movidos pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Atualmente, mais de 300 moradores/as lutam por justiça, por meio de mais de ações judiciais movidas pela Defensoria Pública, e reparação por violações de direitos humanos. As ações tem como objeto os impactos sobre a saúde e o meio ambiente e os danos pela inundação do Canal do São Fernando, afluente do Rio Guandu, pelo transporte do minério de ferro na linha férrea, provocando rachaduras e o comprometimento de imóveis e os provocados aos pescadores do Canal do São Francisco, impedidos de trabalhar pela instalação de uma barragem.
 
Além disso, decisão proferida em dezembro de 2016 pelo juiz da 15ª Vara da Fazenda Pública determinou o pagamento de pensão aos pescadores do Canal do São Francisco no valor de um salário mínimo mensal e a realização de perícia na obra de soleira submersa (barragem) construída no Canal em maio de 2015 que impede os mesmos de trabalhar. A obra foi financiada pela TKCSA, Gerdau, Furnas e Casa da Moeda.

Incerteza

O cenário de incerteza dos moradores de Santa Cruz se agravou com o anúncio, em fevereiro deste ano, da venda da siderúrgica para a empresa Ternium. O preço de compra foi de 1,5 bilhão de euros (R$ 4,9 bilhões) e incorpora na cifra a dívida de 300 milhões de euros que a TKCSA tem com o BNDES. A siderúrgica opera em Santa Cruz desde 2010 e só recebeu a licença de operação definitiva no ano passado. A operação de venda da TKCSA, que ainda precisa ser autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), será concluída entre os meses de julho e setembro deste ano, uma vez que sejam definidos os bancos que financiarão a aquisição.

“A gente foi pego de surpresa. Tem que ver se o grupo que comprou vai arcar com os prejuízos. A poeira continua, todo mundo doente, os pescadores sem trabalhar. E aí, como fica?”, questionou a dona de casa Maria Regina, moradora da região próxima à empresa.

O lançamento

O evento de lançamento do Relatório contou com a participação de moradores e pescadores de Santa Cruz, pesquisadores/as da Fiocruz, Defensoria Pública do Estado, Ministério Público além de representantes do Instituto Pacs e da Justiça Global, que editaram a publicação. Representantes do Inea e da Secretaria Municipal de Saúde também fora convidados.

Leia também: 7 anos, 7 fatos sobre a TKCSA