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UMA REVISTA SEM FINS LUCRATIVOS

domingo, 31 de julho de 2016

Conferência Anual Orientada à Segurança da Informação

incricaopalestrantes
Conferência Anual Orientada à Segurança (CAOS) é uma iniciativa da Segurança da Informação UFRJ para estimular e ampliar debates voltados à Segurança da Informação.
O evento é destinado a todas as pessoas interessadas na área de segurança, profissionais ou não.
Entre os eixos temáticos estão:
– segurança da informação como foco e pesquisa
– tratamento, resposta e prevenção de incidentes
– segurança cibernética
– políticas de segurança
As inscrições para participantes já estão abertas no site www.caos.ufrj.br. Acesse e saiba mais.
* Todos os inscritos presentes receberão certificado. *
Participe!
DATA:
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2016
HORÁRIO:
9 às 17h
LOCAL:
Auditório Roxinho da CCMN
Av. Athos da Silveira Ramos, 274 – Cidade Universitária, UFRJ
Entrada gratuita.

DEZ ANOS DA LEI MARIA DA PENHA: AVANÇOS E RETROCESSOS

Simpósio Estado e Religião

Simpósio Estado e Religião



Simpósio Estado e Religião
  

SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO - SIEN 2016 - VISITA TÉNICA

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Últimos dias de inscrição para capacitação em vigilância sanitária para ações de controle do tabaco


O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/ENSP) está com inscrições abertas, até 30 de julho, para a terceira oferta da Comunidade de Práticas sobre Controle do Tabaco para Fiscais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). O objetivo da Comunidade é sensibilizar os agentes fiscalizadores a respeito da dimensão do trabalho de fiscalização, favorecendo o desenvolvimento de competências necessárias ao cumprimento da legislação pertinente e os instrumentalizando para realizar ações de controle do tabaco. De acordo com a coordenadora do Cetab, Valeska Figueiredo, a Comunidade tem o propósito de fortalecer a implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e as ações do controle do tabaco no Brasil. "Trata-se de uma estratégia de formação de recursos humanos para o SUS que busca instrumentalizar os fiscais visando à garantia do cumprimento da legislação brasileira no contexto do controle do tabaco", analisou.

O Brasil é país signatário da Convenção-Quadro Para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT-OMS) – único tratado internacional de saúde pública do mundo. A convenção objetiva proteger gerações presentes e futuras das devastadoras consequências sanitárias, sociais, ambientais e econômicas geradas pelo consumo e exposição involuntária à fumaça do tabaco. Ao assinar o tratado, o Brasil se compromete a implementar as medidas de saúde pública contempladas nos artigos que o compõe. A CQCT-OMS se baseia em evidências científicas sobre as melhores práticas para redução da prevalência de tabagismo ativo e passivo e representa o principal guia na condução de políticas, programas e ações que envolvem todos os que atuam no controle do tabaco no mundo e no Brasil.

Segundo Valeska, nesse contexto, a Comunidade de Práticas dará ênfase às normas para promoção de ambientes livres de tabaco, fiscalização da venda e exposição dos produtos derivados do tabaco nos postos de venda e proibição da propaganda de derivados do tabaco. “O cumprimento da legislação é um passo fundamental para redução da prevalência do tabagismo e, consequentemente, redução da morbimortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Assim, essa comunidade foi desenvolvida por meio do trabalho articulado de diferentes setores e de parceiros de distintas áreas do conhecimento, reforçando o caráter articulador e integrador necessário para implementar a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde”, ressaltou a coordenadora.

Profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária são público-alvo

Desenvolvida em parceria pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde, Coordenação de Ensino a Distância (EAD/ENSP) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Comunidade de Práticas é voltada para agentes fiscalizadores de órgãos de vigilância sanitária dos níveis estadual e municipal. Ao todo, na terceira oferta, 461 vagas serão distribuídas entre os estados, municípios e o Distrito Federal. Valendo-se da expertise da Coordenação de Educação a Distância da ENSP, a comunidade será ofertada na modalidade a distância e estruturada em cinco módulos que permitirão agregar conhecimentos, além de promover o compartilhamento de informações, experiências e formas de atuação entre os profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária envolvidos nas ações de controle do tabaco no país.

Segundo a Gerência-Geral de Produtos Derivados do Tabaco da Superintendência de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (GGTAB/Sutox/Anvisa), nas últimas duas décadas, o Brasil desenvolveu considerável política de controle do tabaco, com grande impacto sobre o número de DCNTs. Naquele período, legislações e regulamentações foram aprovadas e adotadas a fim de reforçar a atividade de fiscalização, o que reforçou a necessidade de ampliar essas ações fiscalizadoras e também promover a saúde nos diversos níveis federados.

O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, integrado pelos 26 estados, o Distrito Federal e os mais de 5.500 municípios, tem responsabilidade de tirar do papel e levar para a rua todo o arcabouço regulatório, de forma a garantir sua conformidade. Assim, a capacitação dos agentes sanitários faz parte da educação permanente, uma vez que não lhes proporciona apenas novos saberes, mas também estimula o intercâmbio de informações e práticas, ampliando suas habilidades na árdua e extensa rotina da vigilância sanitária.

O grande desafio sempre é alcançar o vasto território nacional e o isolamento geográfico de alguns municípios. Contar com uma plataforma de aprendizagem a distância como ferramenta da educação permanente é, de fato, uma das mais apropriadas formas de romper essas barreiras, antes intransponíveis. O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária será beneficiado e poderá contribuir muito para que o Brasil alcance sua meta de reduzir a prevalência do tabagismo cada dia mais. 

As inscrições para a terceira oferta da Comunidade de Práticas sobre Controle do Tabaco para Fiscais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) terminam em 30 de julho. Os interessados devem acessar a página da Comunidade e consultar achamada pública.

Seminário apresentará pesquisa sobre doença respiratória aguda em crianças Guarani


A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) promoverá, na quarta-feira, 3 de agosto, o seminário de devolutiva do projeto Doença respiratória aguda e fatores associados em crianças Guarani menores de um ano de idade: um estudo em coorte de nascimentos indígenas no Sul e Sudeste do Brasil, financiado com recursos da segunda edição do Programa Inova ENSP. Coordenado pelo pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa (Densp/ENSP) Andrey Moreira Cardoso, o projeto teve por objetivo analisar a magnitude das doenças respiratórias agudas e de fatores associados no primeiro ano de vida em nascimentos ocorridos nos anos de 2012 e 2013 na etnia Guarani, residente nos litorais Sul e Sudeste do Brasil. Segundo o pesquisador, o estudo buscou, ainda, estruturar um sistema de vigilância de doença respiratória aguda nas aldeias litorâneas de ocupação da etnia. A apresentação, aberta a todos os interessados, ocorrerá às 14 horas no salão internacional da ENSP.

De acordo com Andrey, a revisão da literatura evidencia a importância das infecções respiratórias agudas na morbimortalidade mundial, principalmente na dos países em desenvolvimento e populações menos favorecidas, com restrição de acesso aos serviços de saúde e em condições vulneráveis de vida. “Algumas dessas situações coincidem com aquelas encontradas nas aldeias indígenas Guarani no Sul e Sudeste do Brasil e também no restante da população indígena que vive em território brasileiro.”

Conforme explicação do pesquisador, em um estudo de caso-controle sobre fatores de risco para hospitalização por doença respiratória aguda baixa e em estudos descritivos associados a respeito da morbidade hospitalar e mortalidade, confirmou-se a extrema relevância epidemiológica das doenças respiratórias agudas entre as crianças Guarani, nas quais foram observadas elevadas taxas de hospitalização por essas causas, associadas clinicamente à sibilância - sonoridade aguda ou chiada produzida pelas vias respiratórias, geralmente é ouvida quando se tem alguma enfermidade nos pulmões, brônquios ou via respiratória -, com risco inversamente relacionado à idade.

“Ao aplicar à população Guarani menor de 5 anos estimativas da incidência ajustada de casos de pneumonia clínica comunitária e da proporção esperada de hospitalizações por essa causa, foi verificado que a taxa de hospitalização Guarani corresponde àquela observada em populações com as maiores incidências de pneumonia clínica no mundo. Diante dessa comparação, levantaram-se como hipóteses que a incidência de Infecção Respiratória Aguda (em particular de pneumonia clínica) entre os Guarani seja realmente elevada, resultando em proporções elevadas de hospitalização, ou que a incidência não seja tão alta, mas o manejo clínico dos casos no nível primário de atenção seja insuficiente para evitar as hospitalizações”, alertou ele.

Segundo Andrey, entre os fatores de risco identificados com maior magnitude, teve destaque o baixo peso ao nascer, não sendo possível identificar suas causas, que podem ser bastante diferentes das verificadas na população geral, considerando a elevada prevalência de partos indígenas domiciliares. No entanto, outros fatores de risco para doença respiratória aguda baixa, definidos ou prováveis, não foram idealmente caracterizados entre os Guarani, como a ausência de aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida e a exposição ao fumo dos pais.

O estudo visou contribuir para o planejamento de intervenções diferenciadas a fim de reduzir a incidência de pneumonias clínicas, hospitalizações por doença respiratória aguda baixa e de custos relacionados, bem como reduzir o risco de morte por doença respiratória aguda baixa. “A confirmação etiológica dos casos de Infecção Respiratória Aguda pode orientar a terapêutica e as medidas de prevenção e de promoção da saúde, inclusive permitindo análise do esquema vacinal proposto aos povos indígenas”, apontou Andrey.

Além de analisar a magnitude das doenças respiratórias agudas e propor a estruturação de um sistema de vigilância de doença respiratória aguda nas aldeias litorâneas de ocupação da etnia Guarani, o estudo buscou, ainda, identificar fatores de risco para doença respiratória aguda, pneumonia clínica e sibilância no primeiro ano de vida de nascimentos de crianças indígenas Guarani, além de realizar diagnóstico etiológico das pneumonias clínicas e nos casos de doença respiratória aguda hospitalizados.

Os resultados do estudo Doença respiratória aguda e fatores associados em crianças Guarani menores de um ano de idade: um estudo em coorte de nascimentos indígenas no Sul e Sudeste do Brasil poderão ser conferidos no seminário, que não necessita de inscrição prévia e é aberto a todos os interessados. 

Sobre o Inova ENSP

segunda edição do edital Inova-ENSP 2013-2015 contemplou 22 projetos, do total de 48 submetidos. O programa, que incentiva a implantação de uma estratégia institucional, é voltado para o fortalecimento da dimensão da pesquisa na ENSP.

3º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado | Amazônia: Diversidade e Desenvolvimento

 
 
Já estão abertas as inscrições para o 3º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado, com o tema "AMAZÔNIA: DIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO", que ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro de 2016. Esta edição do congresso, que já faz parte da programação regular do Centro, será realizada em Manaus, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas - UFAM, e contará com o patrocínio da Itaipu Binacional.
 
O desenvolvimento da Amazônia sempre foi considerado, salvo em poucos e curtos períodos, como uma questão meramente regional. Com o advento das questões ecológicas como condicionantes do desenvolvimento global, a região tornou-se item regular nas preocupações internacionais, em face dos efeitos que seu comprometimento ambiental pode ter nos ciclos biogeoquímicos do planeta. De questão regional tornou-se questão internacional sem ter sido, de forma efetiva, questão brasileira.
 
É hora de assumir esta responsabilidade e formular diretrizes para um processo de desenvolvimento sustentável da Amazônia que respeite os condicionantes ecológicos, que propicie melhorias na qualidade de vida de seu povo, que possibilite a mobilização de seu imenso patrimônio biológico, mineral, energético, e de conhecimento autóctone, como capital estratégico gerador de riqueza. Tal processo precisa se fundamentar em Ciência, Tecnologia e Inovação (C&T&I) comprometidas com a geração e uso econômico do conhecimento, em natural associação a toda a Pan-Amazônia.
 
Torna-se, pois, necessária a busca de novas abordagens visando perspectivas mais duradouras na direção da sustentabilidade do desenvolvimento. O fazer científico na e sobre a Amazônia precisa estender suas conquistas para o equacionamento desse grande desafio: produzir e usar adequadamente tecnologia e inovação para dar sustentação a uma economia saudável ambientalmente e justa socialmente.
 
E ainda, o desenvolvimento da Amazônia Brasileira não pode ocorrer em desconexão com as porções amazônicas dos demais países que a integram. Há outros vínculos com potenciais virtuosos entre o Brasil e os demais países da Pan-Amazônia: cultura e história comuns, um mercado relevante para trocas internacionais, a condição de serem fronteira de recursos e região pivô da agenda geopolítica internacional.
 
Portanto, a Amazônia Brasileira, a princípio tratada como um problema regional e “extra-muros”, eleva-se à categoria de desafio em escala global. Tornou-se imperativo, agora, sua inclusão definitiva e estratégica a ser realizada pelo processo integral de desenvolvimento brasileiro.  Repete-se na Pan-Amazônia esse viés de questão especificamente ambiental. Para superar essa limitação, a região deve ganhar densidade e inclusão nos programas internacionais das agências multilaterais de desenvolvimento. Esta imensa região geopolítica da América do Sul precisa possuir uma visão socioeconômica abrangente na busca do aumento dos padrões de qualidade de vida, dos assentamentos urbanos, rurais e florestais.
 
O 3º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado debaterá essa temática, buscando naintelligentsia de seus quadros e parceiros de todas as latitudes o suporte cognitivo para refletir e propor soluções de políticas públicas sobre tão importante desafio. Há, para tal empreitada, além da produção atual de tantos especialistas nacionais e internacionais, como foi Bertha Becker, o legado do patrono, Celso Furtado, com suas contribuições teórico-metodológicas, passando pelas referências regionais, como Armando Mendes e Samuel Benchimol. Somam-se as contribuições de latino-americanos cepalinos com atuação longeva desde Raúl Prebisch em prol do desenvolvimento da América Latina.
 
A Universidade Federal do Amazonas - UFAM, fica na Av. General Rodrigo Octávio, 6.200, no bairro Coroado, em Manaus. O evento é público e gratuito, mas para participar é preciso solicitar a inscrição no site www.centrocelsofurtado.org.br/congresso2016.
 
 
Serviço:
Evento: 3º Congresso Internacional do Centro Celso Furtado
Tema: "AMAZÔNIA: DIVERSIDADE E DESENVOLVIMENTO"
Data: 15 e 16 de setembro de 2016
Local: Universidade Federal do Amazonas - UFAM (Av. General Rodrigo Octávio, 6.200, Bairro: Coroado, Manaus-AM)
Inscrições e programação: www.centrocelsofurtado.org.br/congresso2016

Vinhos do Alentejo no Brasil

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Security Leaders São Paulo

O maior evento de segurança da informação do país está chegando e traz muitas novidades. Confira!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

10º Encontro da ABCP



O 10º Encontro da ABCP, terá lugar na cidade de Belo Horizonte, no Hotel Ouro Minas, de 30 de agosto a 02 de setembro de 2016. Com o Tema Geral “Ciência Política e a Política: Mem­­­­­ória e Futuro”, o Encontro celebra os trinta anos de fundação da ABCP e os vinte anos de sua efetiva organização no âmbito nacional.

Entre avanços e desafios que marcam o presente contexto da democracia brasileira, o 10º Encontro da ABCP pretende abordar as dimensões complexas e os aspectos contraditórios da relação entre a Ciência Política – campo de produção de conhecimento, de pesquisa e de ensino – e a Política em geral, esteja esta relacionada com as transformações da comunidade política e de suas instituições, com as relações de poder e os conflitos na sociedade, com as diferentes formas de ação coletiva e cooperação, ou ainda com as políticas públicas, seus processos decisórios, sua implementação e posterior avaliação. 

2º Encontro Lady’s Comics destaca a produção feminina nas HQ's

2º Encontro Lady’s Comics destaca
a produção feminina nas HQ's

Para desmistificar que o universo dos quadrinhos é formado apenas por homens, as mulheres vêm reivindicando, cada dia mais, seu espaço no mercado de HQ's. E, afinal, quem são essas mulheres e o que elas andam produzindo? De que maneira estão transformando esse cenário com seus desenhos e textos? Para refletir sobre essas questões e evidenciar o trabalho realizado por elas, a Fundação Municipal de Cultura, por meio do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) e o coletivo Lady’s Comics, promovem neste final de semana a segunda edição do encontro internacional que reúne mulheres quadrinistas.

Dia 29 de julho – sexta-feira

9h – 12h | OficinasRoteiro, com Ana Recalde; Editoração, com Aline Cruz; Projeto QUATI – Educação e HQ, com Natânia Nogueira e Valéria Fernandes; e Criação de personagens, com Rebeca Prado (público infantil).
10h | Abertura do evento
13h30 | Quadrinhos na sala de aula
Convidadas: Rebeca Prado, Aline Lemos, Virgínia Fróes e Carolita Cunha
16h | Minha primeira publicação em revistas
Convidadas: Lila Cruz (Farpa), Jordana Andrade (Capitolina), Samanta Coan (Risca!) e Carolina Ito (Trip e Caros Amigos)
18h30 | As precursoras
Convidadas: Crau da Ilha e Ciça Pinto
20h | Encerramento do dia

Dia 30 de julho – sábado

9h30 | Troca de experiências – Meu primeiro quadrinho: O processo de criação, execução e venda. Erros e acertos.
Abertura: Day Lima
10h30 | Ficção Científica – o primeiro roteiro
Convidadas: Germana Viana, Mariana Cagnin e Edna Lopes
13h30 | Como entrar no mercado de quadrinhos
Convidadas: Cris Peter, Cris Eiko e Carol Christo
14h | Edição Especial “Leia Mulheres BH” – Clube de Leitura na Gibiteca Gobbo
15h30 | Meu primeiro negócio: sobre vendas e feiras
Convidadas: Tais Koshino (Feira Dente), Aninha Costa (Gibiteria), e Helen Murta (Faísca)
18h30 | Deu branco – O processo criativo
Convidadas: Lu Cafaggi, Bi Anca, Giovana Medeiros e Fernanda Nia
20h | Encerramento do dia

Dia 31 de julho – domingo

9h – 12h | Oficina: Portfólio, com Cris Peter
9h30 | Mãe ao quadrado. Pari um filho e um quadrinho 
Convidadas: Thaíz Leão e Francizca Nzenze (Chiquinha)
11h | Meu primeiro quadrinho publicado 
Convidadas: Débora Santos, Laura Athayde e Ellie Irineu
14h | Terror – o primeiro roteiro
Convidadas: Ana Recalde, Camila Torrano e Bianca Pinheiro
16h | Além do Brasil 
Convidadas: Sole Otero (Argentina), Mariela Acevedo (Argentina), Clara Lagos (Argentina) e Supnem (Chile)
18h30 | Encerramento do evento – Considerações finais do Encontro
20h | Fechamento da segunda edição

CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE-BH-MG


Programação permanente

29 a 31 de julho das 9h às 20hFeira e Exposição Chick’s on Comics

O Melhor Sommelier do Brasil 2016

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Livro analisa condições de vida dos presos do Estado do Rio de Janeiro

O dia a dia de homens e mulheres encarcerados no Estado do Rio de Janeiro é o ponto de partida de Deserdados Sociais: condições de vida e saúde dos presos do Estado do Rio de Janeiro. Na pesquisa que originou o livro, por meio de entrevistas, avaliações e observações, os autores identificaram as condições sociais e de saúde dos presos e verificaram de que forma o ambiente das unidades prisionais impacta a saúde e a qualidade de vida dos detentos. Para as organizadoras, as pesquisadoras do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz) Maria Cecília de Souza Minayo e Patricia Constantino, o livro evoca, desde o título, a discussão sobre as desigualdades, as iniquidades e a violência social, que, entranhadas na realidade brasileira, expressam-se radicalmente na situação de encarceramento.

O objetivo da obra é aprofundar a discussão e contribuir para a atuação dos envolvidos no funcionamento do sistema prisional do Rio de Janeiro, como promotores, integrantes da Defensoria Pública, gestores e funcionários. O livro é fruto de uma pesquisa realizada pelo Claves/ENSP em parceria com o Departamento de Direito em Saúde (DIS/Fiocruz) e o Ministério Público do Rio de Janeiro. Na coletânea, a questão da saúde é analisada em conjunto com o contexto social dos aprisionados e as condições ambientais do encarceramento. Fica bem explícito que o antes, o durante e o depois da prisão estão entrelaçados.

“No estudo, mostra-se uma linha de continuidade entre o fora e o dentro da prisão, tanto nas condições sociais como no que afeta direta e indiretamente a saúde física e mental dos detentos, de seus familiares e até de seu entorno comunitário, além de serem evidenciadas ações que poderiam contribuir para que a vida no cárcere não fosse apenas castigo, dor e perpetuação da exclusão social”, afirma a socióloga Julita Lemgruber, responsável pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. “A leitura desse livro passa a ser obrigatória para todos os que atuam no sistema, militam em direitos humanos e apostam na construção da democracia brasileira”, completa no texto da quarta capa do livro.

Deserdados Sociais está dividido em cinco capítulos que destacam três momentos da vida dos presos: antes de serem encarcerados, o período do cumprimento da pena e as expectativas da vida pós-prisão. O primeiro capítulo situa o estatuto da prisão no passado e no presente. O texto se inicia com a conceituação de prisão e do tema saúde dos detentos, em uma perspectiva nacional e internacional. São apresentadas informações atualizadas sobre os sistemas carcerários de vários países, comparando-os com a situação do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro. Um exemplo é o porcentual de presos com idades entre 19 e 35 anos no Brasil, que chega a 74%, fato verificado também na maior parte dos países do mundo

No capítulo 2, aborda-se a vida antes do encarceramento, com destaque para questões como família, comunidade, trabalho, experiência de criminalidade e as vivências e práticas de violência. A pesquisa revela uma população pobre, com poucos recursos sociais e culturais. As organizadoras do livro chamam a atenção para o fato de que “é impressionante a mínima proporção de presos que foge ao estereótipo de jovem, negro e pardo, pobre e morador da periferia; contudo, de outro lado, é fundamental ressaltar que a maioria dos moradores desses espaços, com as mesmas características socioeconômicas e culturais, são trabalhadores que vivem na legalidade. Ou seja, não há um determinismo social do crime e, apesar de todas as condições adversas, existe uma opção pela criminalidade conforme as histórias contadas por boa parte dos entrevistados na pesquisa”.

Nos capítulos 3 e 4, são tratados os mais diversos aspectos da vida dos presos. Nesses artigos, analisa-se o cotidiano na prisão e desenvolve-se o foco do estudo: a saúde, tanto no sentido mais amplo como na acepção restrita de assistência. Também é apresentada a questão religiosa e temas que causam revolta nos detentos, relativos à qualidade da alimentação oferecida e ao transporte para o acesso aos serviços de Saúde e de Justiça. Em relação aos serviços de Saúde, homens e mulheres presos atribuem nota inferior a 3 para o atendimento médico que recebem, numa escada de 0 a 10.

As expectativas e os objetivos dos presos relacionados ao período pós-reclusão estão detalhados no capítulo 5. Muitos dos detentos se mostram céticos em relação ao futuro. A questão da família, aqui, chama a atenção: ainda que criticada pelos reclusos e, muitas vezes, apontada como parte da situação que os levou ao crime, é invocada pela maioria deles como seu porto de salvação. “É a ela que juram nunca mais delinquir; é a ela que devotam seus afetos; e é dela que esperam o gesto da mão que os erguerá e os ajudará a enfrentar as discriminações sociais”, destacam as organizadoras.

Na conclusão do livro, as organizadoras sintetizam os principais problemas encontrados durante a pesquisa e sugerem alternativas para a ressocialização, como investimentos na melhoria das celas e a adequação do número de presos ao tamanho delas; a implementação de uma nova lógica nos meios de transporte para os atendimentos extramuros aos presos; o fortalecimento e o incremento de atividades de ensino formal e profissional, para que possam beneficiar número maior de detentos; e o acesso ao trabalho para todos os reclusos, o que poderia ajudá-los na remissão da pena, além de tornar mais fácil a reintegração social e reduzir a reincidência criminal.

No caso da Saúde, o investimento na gestão e nas relações entre detentos e profissionais é fundamental. Falta efetivar programas de promoção da qualidade de vida e de prevenção de doenças, a maioria passível de realização, conforme argumentam as organizadoras do livro.

Sobre as organizadoras:

Maria Cecília de Souza Minayo é socióloga e antropóloga, doutora em saúde pública; pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz.

Patricia Constantino é psicóloga, doutora em saúde pública; pesquisadora do Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Claves/ENSP/Fiocruz).

Serviço de urgência pré-hospitalar requer investimentos na atenção primária e atenção hospitalar

A ausência de leitos hospitalares e médicos compromete o funcionamento da rede de urgências do país. A conclusão da pesquisadora Gisele O’Dywer, revelada durante o Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP, no dia 13/7, baseia-se nos resultados da pesquisa que analisou o processo de implantação da atenção pré-hospitalar móvel e fixa (Samu e UPA) no Brasil, financiada com recursos do edital Inova ENSP. De acordo com o estudo, o Samu está presente em todos os estados do país, com cobertura de 75,9% da população (2016), enquanto as UPAs totalizam 446 unidades, com maior concentração na Região Sudeste. "O Samu foi considerado imprescindível para a conformação da rede de urgência e diminuição da morbimortalidade. A UPA, por sua vez, trouxe um diferencial expressivo em relação aos tradicionais prontos-socorros. Pode-se afirmar ter sido a primeira vez que um componente do SUS foi proposto com tanta exigência nos critérios estruturais, mas é preciso dialogar com outros componentes da rede de urgência", concluiu.
 
A pesquisa analisou sites oficiais e portarias que tratam da implantação do componente pré-hospitalar de atenção às urgências visando identificar os processos ocorridos e seus atores/instâncias responsáveis, além de promover entrevistas semiestruturadas com os coordenadores estaduais de urgência, indicando as peculiaridades estaduais da urgência pré-hospitalar. 
 
Os resultados da pesquisa sobre o processo de implantação da urgência pré-hospitalar no Brasil foram divididos em dois blocos. No primeiro, que se referiu ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), O’Dwyer descreveu seus antecedentes. "Quem fazia atenção pré-hospitalar móvel antes do Samu eram os Bombeiros, mas esse atendimento estava restrito a áreas públicas e sem equipes de saúde, na sua maioria. Além disso, cada estado possuía um modelo. Também tínhamos as ambulâncias brancas, que só faziam o transporte sanitário, sem regulação, e eram muito utilizadas politicamente nos pequenos municípios.”
 
No que diz respeito à implantação e expansão do Samu, a normatização ocorreu no Brasil a partir de 2004, pelo Decreto Presidencial n. 5.055, e, naquela ocasião, a cobertura nacional era de 7,8%. Em 2016, conforme expôs a pesquisadora, o serviço está presente em todos os estados brasileiros cobrindo 75,9% da população. A estimativa, segundo ela, é expandir sua abrangência para 83% da população em 2019.
 
No tocante às entrevistas com os coordenadores estaduais de urgência, Gisele ouviu relatos sobre a precariedade de algumas centrais de atendimento, além da falta de adesão de médicos, trotes e a necessidade de aprimoramento do sistema de informação do Ministério da Saúde. Os coordenadores também falaram da interação do Samu com os demais componentes da rede de urgência. “Independentemente da cobertura local, a interação do Samu com a atenção básica foi considerada incipiente, embora haja o reconhecimento de que locais com a Estratégia Saúde da Família instituída demandem o Samu de forma mais qualificada”, disse. No final da apresentação sobre o serviço de atendimento móvel, concluiu: “Ao longo dos poucos anos de implantação, o Samu se configurou como uma estratégia estruturante de atendimento às urgências no país. Sua implantação ocorreu quando a cobertura ESF ainda era insuficiente, e não havia proposta para o enfretamento efetivo da carência de leitos. Portanto, ele cobriu um vazio assistencial, mas seu desempenho depende da ESF e do hospital”, completou.
 
UPA
 
O Estado do Rio de Janeiro foi pioneiro na implantação da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no país em 2007, antes da regulação federal. As UPAs foram precedidas pelos Pronto-Socorros (PS), além de diversos outros serviços pelo país, como os Serviços de Pronto Atendimento (SPA), Unidades de Atendimento Imediato (UAI), Prontos Atendimentos Médico (PAM), Centros Municipais de Urgência e Emergências (CMUM), Centros Regionais de Saúde (CRS) e as Unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA).
 
Em 2011, ainda na fase inicial de implantação, segundo dados do estudo, o país tinha 101 UPAs em funcionamento e 381 unidades em construção. Em 2016, esse número subiu para 446 UPAs em funcionamento, com 620 em construção, e 134 unidades “sem funcionar”. “Essa última categoria engloba as UPAs mal planejadas, inauguradas precocemente, cujos municípios responsáveis não tiveram condições de arcar. Também incorpora as unidades já construídas ou na categoria ‘em construção’, mas que não funcionam adequadamente pela não contratação de profissionais ou por outros aspectos”, justificou Gisele.

 
A pesquisa relatou a falta de profissionais como questão estrutural mais importante para o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento. A necessidade de manutenção dos equipamentos da unidade e a insuficiência dos sistemas de informação também estiveram nos discursos dos coordenadores. Outro dado apresentado refere-se à gestão das UPAs. "Ao analisar-se a responsabilidade de gestão das UPAs como municipal ou estadual, os estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul têm a maioria das suas UPAs sob gestão municipal, apesar de a primeira portaria que tratou desse componente propô-lo como estadual.” A pesquisadora concluiu afirmando que o acesso possibilitado pela UPA foi benéfico, mesmo considerando que a demanda que acessa a Unidade reflete a incipiência da ESF e da rede hospitalar. "É imprescindível o investimento nos outros componentes da rede de urgência como na atenção primária e, especialmente, na atenção hospitalar", advertiu.

PALESTRA SUBRAMANIAN RANGAN

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Fiocruz comemora centenário de Frederico Simões Barbosa



O dia de hoje, 27 de julho de 2016, marca o centenário do nascimento do cientista Frederico Simões Barbosa, falecido em março de 2004. Formado em medicina e em história natural - que hoje equivale ao curso de ciências biológicas - Simões Barbosa foi personagem importante na história da saúde pública e da epidemiologia no Brasil, tendo sido um dos primeiros a conduzir estudos epidemiológicos de longa duração no país e com ênfase no trabalho em comunidade. Ela também foi diretor da ENSP, de 1985 a 1989, e um dos fundadores da revista Cadernos de Saúde Pública (CSP). Em comemoração ao centenário daquele que foi o primeiro diretor da Fiocruz Pernambuco, a unidade regional programou dois dias para homenageá-lo: 1º e 2 de setembro. Para tanto serão realizados painéis, exibição de vídeo, exposição e a publicação de um suplemento especial da revista CSP.
 
Em entrevista ao pesquisaror da ENSP, Carlos Coimbra - que durante muito tempo foi editor do Cadernos -, Frederico Simões Barbosa falou sobre sua trajetória na área acadêmica, as diversas linhas de pesquisa que coordenou, os amigos que conquistou, as instituições pelas quais passou, entre outros. Quando perguntado sobre qual mensagem gostaria de deixar aos estudantes em início de carreira, Simões Barbosa respondeu: "Que façam alguma coisa que venha de dentro para fora. Que sejam puros". Na referida entrevista, Carlos Coimbra contou que não teve a intenção de ser exaustivo no que diz respeito à cobertura da vida e obra do pesquisador. "Procurei enfocar alguns períodos de sua formação que considerei particularmente relevantes para compreender sua trajetória intelectual e, obviamente, sua produção científica, principalmente no que se refere aos seus estudos em epidemiologia da esquistossomose", afirmou Coimbra no artigo. A entrevista foi realizada em duas etapas - maio e junho de 1996 - no apartamento de Simões Barbosa, em Boa Viagem, Recife, e foi publicada no ano de 1997, na revista CSP, vol.13 n.1 . 
 
Programação da homenagem ao centenário de Frederico Simões Barbosa
 
No dia 1º de setembro, o diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Paulo Roberto Elian, apresentará O legado e o acervo de Frederico Simões Barbosa. Logo em seguida, ocorrerá o lançamento do vídeo de Simões Barbosa: Ciência e Compromisso Social, com produção e direção da jornalista da Fiocruz Pernambuco Silvia Santos. Ainda no dia 1º, será aberta a exposição Frederico Simões Barbosa: da Medicina Tropical à Saúde Pública, organizada pela Presidência da Fiocruz. Já no dia 2, será exibido o filme educativo Esquistossomose Mansoni, dirigido pelo cineasta Firmo Neto, em 1948. Além disso, também acontecerão dois painéis no auditório da Fiocruz PE: FSB e a Medicina Tropical, e FSB e a Saúde Pública. Confira os horários da programação no convite abaixo. Em homenagem ao pesquisador, também será distribuída uma edição especial dos Cadernos de Saúde Pública, que traz textos de colegas de trabalho e depoimentos de ex-alunos sobre ele, além de exemplares da publicação Fundo Frederico Simões Barbosa: inventário, que faz parte do projeto História dos 25 anos da Abrasco, lançado em 2007. 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Exposição gratuita sobre moda e personagens da Zona Norte abre hoje no Imperator

Moda e personagens da Zona Norte ganham exposição no Imperator - Centro Cultural João Nogueira

Mostra “Retratos da Zona Norte e Etc” abre para o público hoje, 26/07. Exposição segue até 30/10

A moda e o estilo da Zona Norte são protagonistas da mais nova exposição do Imperator – Centro Cultural João Nogueira. A mostra “Retratos da Zona Norte e Etc” chega à sala de exposições do maior centro de artes da região, no dia 26 de julho, para desvendar o estilo de personagens garimpados ao longo de dois anos de atividade do blog Zona Norte Etc.

Em fotos e vídeos de street style, editoriais e manequins com looks de novos estilistas, a exposição retrata um eixo da moda pouco explorado, que sai da orla e Zona Sul. “Queremos mostrar que o lado de cá do túnel também é referência em moda e estilo”, conta Carol Rabello, responsável pela curadoria da exposição ao lado do fotógrafo Fabiano Albergaria. “A Zona Norte também tem beleza. A cidade é única, não importa em que lado você está”.

São 30 fotos, entre editoriais de moda e registros de estilos feitos nas ruas, além de vídeos e looks produzidos por novos estilistas. Todo o material foi produzido pela equipe do blog “Zona Norte Etc” e o projeto deu seus primeiros passos em uma sessão de fotos realizada no Imperator. Com o crescimento do projeto, novas locações entraram na rota da equipe do blog como o Baile Charme no viaduto e o Parque Madureira.

A exposição “Retratos da Zona Norte e Etc.” leva ao público imagens que mostram que por trás de toda rotina diária, do calor, do barulho, do abandono, pulsa a energia de uma gente que vibra com um simples abraço, onde qualquer prazer diverte e é aproveitado ao máximo. Neste lugar de tanta força também há muita beleza, não a convencional, nem a tão óbvia, mas muito original e que cada vez mais quer se mostrar para o mundo.

SOBRE O IMPERATOR
Um dos mais importantes equipamentos culturais da cidade, o Imperator – Centro Cultural João Nogueira mudou a cara da Zona Norte e levou novos investimentos para a região e a cultura para o coração do Méier. Com uma programação plural especialmente preparada para atender um público de todos os perfis e idades, o espaço conquistou em quatro anos a marca de mais de três milhões de visitantes.

O famoso endereço da Rua Dias da Cruz, que viveu um passado de glória nos anos 50, se transformou em um centro cultural que tem a democratização da cultura como um pilar. Ao longo desses quatro anos, mais de 1800 atrações pagas e gratuitas foram apresentadas na casa. A programação fixa do espaço tem atrações como o Rio Novo Rock, em toda a primeira quinta-feira do mês; Forró LáNaLaje, em um sábado por mês; o Jazz Pras Sete em uma terça por mês; a badalada Roda de Samba do Imperator, sempre na última quinta do mês; a Oficina Experimental de Poesia, todas as quartas; assim como aulas de Tai Chi Chuan, o Troca-Troca de Livros e a Contação de Histórias que atraem dezenas de famílias ao centro cultural todos os domingos.

“A população estava esperando por isso há muito tempo. Não tinha nada nessa região. Nem cinema, nem teatro, nada. E a nossa equipe percebe essa receptividade no dia a dia. Os visitantes cuidam dos espaços, fazem sugestões e tratam essa casa como se fosse a deles, o que nos deixa muito orgulhosos”, conta Aniela Jordan, gestora do Imperator, que pertence à Prefeitura do Rio através da Secretaria Municipal de Cultura, desde 2012.

SERVIÇO: RETRATOS DA ZONA NORTE E ETC.
DATA: 26/07, até 30/10
LOCAL: Sala de exposição - IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA
ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 - Méier
HORÁRIOS: Segundas a sextas: 13h às 22h | Sábados e domingos: 10h às 22h.
INGRESSOS: Gratuito
CLASSIFICAÇÃO: Livre
INFORMAÇÕES: 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h)

Ciência e tecnologia: Eslovênia, seu parceiro de inovação

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O intercâmbio entre países durante a Rio 2016 será enorme. Serão mais de 200 países que estarão no cidade. Um deles é a Eslovênia. A cooperação na área de ciência e pesquisa é uma das prioridades entre o Brasil e o país europeu. Durante as Olimpíadas, o Centro de Eslovênia vai receber eventos empresariais e sociais, que ajudarão a fortalecer os negócios entre países.
No dia 9 de agosto, realiza o evento “Ciência e Inovação: Eslovênia, seu parceiro de tecnologia e inovação”. A reunião acontecerá na Associação Comercial do Rio de Janeiro, às 10h. O evento vai contar com a presença da Ministra de Educação, Ciência e Esporte da Eslovênia, Maja Makovec, o presidente da ACRio, Paulo Protasio, e o Cônsul Honorário da Eslovênia no Brasil, Rainier Michael Herbert.
ServiçoCiência e Inovação: Eslovênia, seu parceiro de tecnologia e inovação
Data: 9 de agosto
Horário: 10h
Local: 12º Andar – ACRio
Endereço: Casa do Empresário – Rua Candelária, nº 9 – Centro – RJ
Informações: eventos@acrj.org.br / sloecon.saopaulo@gov.si
Tel.: (21) 2514-1206 / 2514-1268 / 2514-1280

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

27ª Olimpíada Internacional de Biologia

Sob coordenação do diretor do Descomplica Rubens Oda, equipe brasileira é a única latino-americana a receber premiação
A educação nacional acaba de ganhar mais um motivo para se orgulhar: a equipe brasileira - formada pelos alunos Victor Tsuda e Matteo Ebram, de São Paulo, e Bruno Valério, do Paraná; e liderada pelos professores Rubens Oda (diretor pedagógico do Descomplica http://descomplica.com.br/) e Daniel Berto (SP) - conquistaram três medalhas de bronze na 27ª Olimpíada Internacional de Biologia, neste fim de semana, no Vietnã.

A competição, cujo primeiro colocado geral foi Cingapura, contou estudantes de ensino médio de 72 países, sendo mais de 250 competidores, que enfrentaram com uma maratona de provas práticas (bioquímica, botânica, zoologia e biologia molecular) e teóricas. O Brasil ainda se destaca por ganhar menção honrosa concedida ao estudante Luís Eduardo Fernandes, do Ceará, e alcançar o posto de melhor país ibero-americano da competição: Espanhóis e portugueses ganharam duas e uma medalha de bronze, respectivamente; Argentina, México e Costa Rica não obtiveram medalhas.

O diretor do Descomplica observa que, apesar do feito, é preciso um olhar mais ambicioso do governo para a educação: "Não houve investimento governamental para nossa participação internacional. As próprias escolas dos alunos pagaram nossa participação. Países como China, EUA, Coreia e Cingapura sempre conseguem as medalhas de prata e ouro", salienta Rubens Oda.

O time brasileiro foi selecionado na Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) entre cerca de 70.000 alunos em sua primeira etapa. O Brasil sediará, ainda, a 10ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia, em Brasília, na UNB, em setembro. Todos os anos, estudantes do ensino médio podem se inscrever gratuitamente nas eliminatórias nacionais das olimpíadas de biologia.

Fiocruz discute zika em simpósio sobre vigilância em saúde

Com o objetivo de preparar-se para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que ocorrerá em abril de 2017 em Brasília, a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) promoveu, na última quinta-feira (21/7), o simpósio sobre aspectos diversos da zika, como epidemiologia, estudos clínicos, distribuição espacial e fatores socioambientais, além da vigilância em saúde e o SUS. Realizado no auditório do Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio de Janeiro, o evento Emergência Sanitária: contribuições da Fiocruz para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde reuniu representantes da Fundação, do Ministério da Saúde e de diversas instâncias estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS).


 
Na mesa de abertura, o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Valcler Rangel, destacou a importância do evento no contexto da epidemia de zika, dengue e chikungunya, como também elencou outros temas a serem discutidos futuramente para a conferência, como violência e saúde pública, o impacto das doenças crônicas não transmissíveis e a crise global ambiental. “Esse debate é o início de um processo de preparação para a conferência e também um espaço de reflexão sobre as questões que a tríplice epidemia apresenta. Trata-se de um quadro epidemiológico complexo, que exige um patamar diferenciado na pesquisa, na atenção, na vigilância. Precisamos pensar em um enfrentamento integral”, explicou ele. “No âmbito da conferência, consideramos que a Fiocruz e seus parceiros têm muito para contribuir. Queremos ser referência para os debates com os vários atores e nas várias instâncias, de modo que a conferência seja um elemento organizador para o nosso sistema de saúde”.
 
A vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Nísia Trindade, destacou a importância da relação entre academia, o serviço de saúde e os movimentos sociais da sociedade civil, não só no contexto da epidemia como na construção da conferência, e apontou a importância do SUS no contexto do zika. “A epidemia mostrou a importância do Sistema Único de Saúde para a sua identificação, para integrar conhecimento científico, para as propostas terapêuticas e no campo da inovação e também na questão das vacinas, dos kits diagnósticos e de todas as políticas”, esclareceu.
 
Epidemiologia de zika
 
Primeiro a falar na mesa de debate sobre epidemiologia de zika, o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, destacou os principais desafios das autoridades em saúde do Brasil para monitorar e combater as doenças transmitidas pelo Aedes. Mesmo admitindo as dificuldades para o controle da dengue, Chieppe afirmou que o sistema de vigilância epidemiológica do país está mais fortalecido para as Olimpíadas e permanecerá como legado após os Jogos 2016.
 
De acordo com Alexandre Chieppe, a epidemia de dengue que assolou o Rio de Janeiro neste ano, com mais de 70 mil casos notificados, pode ter incluído casos não-diagnosticados de zika. “O pico de transmissão de dengue no Rio de Janeiro se dá nos meses de março e abril. O pico de transmissão de zika aconteceu em janeiro e já começou a decair no início de fevereiro. A gente viveu uma curva epidêmica de zika importante no ano anterior. A gente não conseguiu identificar isso porque o sistema de vigilância não estava preparado para tal”, afirmou.
 
O subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro explicou que uma segunda onda epidêmica de zika, prevista para o ano que vem, não deve ter a mesma intensidade da primeira, já que parte significativa da população do estado do Rio de Janeiro está imunizada contra a doença. Alexandre Chieppe disse que a preocupação no estado deve se voltar para a possibilidade de uma epidemia de chikungunya em 2017.
 
Segundo Chieppe, a circulação do vírus zika no ano que vem deve atingir as regiões metropolitanas de São Paulo e Minas Gerais, trazendo novos desafios para as autoridades em saúde do país. No Rio de Janeiro, os esforços da vigilância epidemiológica também devem estar voltados para a possibilidade da entrada de outras doenças transmitidas pelo Aedes, como a febre amarela, por conta da intensa circulação de pessoas nas Olimpíadas.
 
Distribuição espacial do vírus e saneamento
 
A distribuição espacial e os fatores sócio-ambientais do zika no Brasil foram os temas da palestra do pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), Christovam Barcellos. Comparando as diferentes dinâmicas de transmissão de dengue, zika e chikungunya no país, Barcellos utilizou a ferramenta do Google Trends para analisar as tendências de buscas dos internautas sobre as três epidemias e identificar a evolução das doenças no país.
 
O monitoramento tem sido importante para a construção de uma plataforma de dados e um painel de estudos e alertas sobre dengue, zika e chikungunya no Icict/Fiocruz, com a definição de uma modelagem matemática necessária para entender as epidemias. Segundo Christovam Barcellos, um dos desafios, por exemplo, é compreender por que os casos estão concentrados no Nordeste. “Nosso próximo passo é investigar que grupos sociais são os mais atingidos. Quem são essas pessoas? Idade, sexo, ocupação? São pistas importantes para a gente seguir”, afirmou.
 
Abordando a emergência sanitária sob a perspectiva do saneamento, o pesquisador do Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas) Leo Heller lamentou que o tema ainda seja negligenciado nas estratégicas de combate às arboviroses transmitidas pelo Aedes no Brasil. “Apesar de muitas advertências, inclusive internacionais, sobre a importância do assunto, o saneamento tem ficado num plano muito inferior”. De acordo com o especialista, todos os componentes oficias do saneamento, como o abastecimento de água, o esgotamento sanitário e o manejo de resíduos sólidos, são importantes para o controle das epidemias de dengue, zika e chikungunya no país. “40% da população não tem atendimento adequado de abastecimento de água”, apontou.
 
Ao citar diferentes estudos sobre o impacto do saneamento na presença e na multiplicação do Aedes nos territórios, Leo Heller também reforçou a necessidade de articular as intervenções físicas, químicas e biológicas para o controle do Aedes. “O método mais efetivo de controle são abordagens integradas. Intervenções isoladas tem menos eficácia”, disse.
 
Estudos clínicos e a emergência sanitária
 
A pesquisadora Sheila Pone, do IFF/Fiocruz, abordou a questão dos ‘estudos clínicos e a emergência sanitária’. Em sua participação ela fez um histórico do zika desde sua origem. Descrito em 1953 e com duas linhagens, o vírus teve poucos casos até 2007: apenas sete, em todo o mundo. Até que ocorreu uma epidemia na Micronésia, naquele ano, e 5 mil pessoas foram infectadas, numa população de 6,7 mil pessoas. Depois disso foram registradas outras epidemias em ilhas e arquipélagos do Pacífico, como na Polinésia Francesa. Até então cientificamente chamada de ‘dengue-like’, a zika chegou ao Brasil em 2015, em sua linhagem asiática. O país foi o primeiro das Américas a ter casos registrados de zika, com oito casos no Rio Grande do Norte. Nos meses seguintes a enfermidade atingiu outros 19 países do continente.
 
“A partir de agosto daquele ano já podemos falar em um surto, com o aumento do número de casos de microcefalia em 20 vezes. Logo depois houve a decretação, pelo governo federal, da emergência sanitária nacional e em seguida, pela OMS, a emergência internacional. Atualmente o correto é usarmos o termo Síndrome da Zika Congênita, já que a microcefalia – a diminuição do perímetro craniano – é somente um dos problemas causados pelo vírus. O invasor também pode provocar outros danos ao desenvolvimento das crianças. A síndrome congênita é esse conjunto de sintomas provocados pelo vírus e que os bebês de mães infectadas manifestam ao nascer”, diz Sheila.
 
Concluindo a apresentação, a pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), unidade que é referência na assistência a gestações de alta complexidade e na atenção integral a crianças com doenças crônicas e que vem acompanhando as consequências da infecção pelo zika em gestantes, mostrou fotos de crianças que nasceram com o problema. As fotos, segundo definição da própria Sheila, são ‘devastadoras’ por mostrarem as gravíssimas lesões causadas pelo vírus.
 
A última intervenção da primeira mesa do dia foi do pesquisador André Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Siqueira abordou as manifestações clínicas do vírus, os sinais e sintomas e comentou os aspectos virológicos do zika. Ele reafirmou que são necessários mais ensaios clínicos para que se conheça melhor o vírus e suas consequências.
 
Entre as limitações da abordagem atual, Siqueira listou: as dificuldades em confirmar diagnósticos; as estimativas imprecisas de transmissão; a ausência de características distinguíveis; a falta de adequação dos métodos sorológicos usados hoje para caracterizar a infecção; a reação cruzada com outros flavivírus (o mesmo gênero do zika); e a real extensão de casos assintomáticos. O pesquisador também citou estudos recentes, feitos por brasileiros e publicados em renomadas revistas científicas internacionais, que reforçam a associação entre o zika e a microcefalia.
 
Foco na vigilância em saúde
 
Na parte da tarde, o passado e o futuro da vigilância em saúde entraram em pauta. Primeiro palestrante da mesa, o pesquisador da Ensp José Fernando Verani falou sobre o histórico da do conceito de vigilância em saúde, indo de esforços ainda na antiguidade até o atual cenário brasileiro. Verani observou que um dos maiores desafios na área no Brasil hoje é resolver a vigente compartimentação da vigilância em saúde em sete áreas (vigilância e o controle das doenças transmissíveis; vigilância das doenças e agravos não transmissíveis; vigilância da situação de saúde; vigilância ambiental em saúde; vigilância da saúde do trabalhador; e vigilância sanitária), o que por vezes prejudica a coordenação da vigilância como um todo. “O primeiro grande problema que temos que resolver é o diálogo entre os vários sistemas de vigilância”, disse.
 
Em seguida dois representantes do Conselho Nacional de Saúde, o presidente Ronald Ferreira dos Santos e a conselheira Nelcy Ferreira da Silva, falaram sobre a importância da primeira Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, esperada para acontecer neste ano. “O Conselho entende que passou da hora dessa conferência ser realizada. Nós precisamos assumir a vigilância em saúde na complexidade que vimos ao longo deste seminário. Contamos com vários parceiros para realizá-la, como é o caso da Ensp e da Fiocruz”, disse Nelcy. Em seguida, Ronald, em recado por mensagem de vídeo, reafirmou a relevância da Conferência adiantada pela colega, e conclamou a sociedade a participar da mesma. “O CNS concluiu e deliberou pela convocação da sociedade brasileira para discutir uma política nacional de vigilância em saúde. Há muito tempo conhecemos a necessidade de integração de esforços para orientar o estado brasileiro, a academia, os trabalhadores e os usuários num sentido de se estabelecer que ações podemos desenvolver”, disse.
 
Último palestrante do dia, o assessor de Saúde e Ambiente da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS/Fiocruz), Guilherme Franco Netto, também ressaltou a importância da participação social na vigilância em saúde. “Talvez a vigilância em saúde, exceto em algumas pequenas situações específicas (como a estruturação dos programas de Aids), tenha sido conduzida e formatada sem praticamente sem nenhuma participação da sociedade”, disse. ”Tem um elemento de domínio do conhecimento da vigilância por uma tecnocracia – cuja importância não ignoro – que é de fundamental importância transformar, para que possamos fazer com que todas as questões sejam transformadas em um processo de aglutinação, de redes horizontais, transversais, participativas. No caso de agrotóxicos, por exemplo, é impossível desenvolver um sistema de vigilância se quem está sendo contaminado sistematicamente não consegue criar mecanismos de alerta dentro de sua própria prática”.