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sábado, 9 de dezembro de 2017

Documentário “Filhos Separados pela Injustiça” revela história pouco conhecida pelos brasileiros


Curta-metragem é piloto de projeto de longa-metragem que será rodado em várias regiões do Brasil

No Brasil do século XX, o Estado desenvolveu uma política que isolou do convívio social pessoas atingidas pela hanseníase e promoveu a separação de seus filhos, embora a doença tenha tratamento desde a década de 40. Essa história, pouco discutida no país apesar de ter atingido milhares de pessoas até a década de 1980, é o pano de fundo do curta-metragem documental “Filhos Separados pela Injustiça”.
O filme traz no primeiro plano a voz e rosto de pessoas que protagonizaram essa história, tendo sido separadas na infância de seus pais, pela mencionada política de isolamento compulsório da hanseníase e será exibido dentro do projeto CIRCULABIT – Circuito de promoção audiovisual, que acontece no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, no dia 13 de dezembro, às 17 horas, em uma sessão para imprensa, personagens, parceiros e comunidade (veja o serviço completo abaixo). Posteriormente, o curta segue para festivais. 
Inédito, “Filhos Separados pela Injustiça”, direção de Elizabete Martins Campos (mesma diretora do “My Name is Now, Elza Soares”),  traz no primeiro plano a voz e rosto de pessoas separadas na infância, de seus pais, pela política de isolamento compulsório relacionado a hanseníase,  promovida pelo estado brasileiro, no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, uma sessão para imprensa, personagens, parceiros e comunidade. No dia Posterior, o filme segue para Festivais.
Responsável pelas pesquisas e produção do documentário, o advogado e voluntário do Movimento de Reitegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Morhan, Thiago Flores, explica que desde 2010 o Morhan reivindica que assim como as pessoas que foram internadas compulsoriamente nas colônias no Brasil, os filhos separados também possam ser reconhecidos como merecedores de uma indenização por parte do Estado brasileiro.
“As pessoas que foram internadas compulsoriamente até o ano de 1986 em algum hospital colônia no Brasil, recebem uma indenização desde Maio de 2007, lei 11.520. A luta do Morhan, que vem desde 2010, é que os filhos separados possam receber também essa indenização”,  este documentário é importante porque registra as injustiças que estas pessoas passaram e passam. A ideia é fazer um longa-metragem para tratar do assunto, visto que não somente em Minas Gerais, mas em diferentes regiões do País estas histórias ocorreram”, comenta Thiago Flores.
 “Espero que este trabalho possa colaborar, de alguma forma, para que mais pessoas tenham conhecimento sobre as atrocidades que aconteceram num passado recente no Brasil e seus reflexos na atualidade, que possa ajudar a sensibilizar a opinião pública, principalmente, neste momento que o País passa, com tantas ameaças aos direitos humanos. A experiência de filmar este curta foi muito forte, comovente, um gerador de inquietudes, são relatos com todo tipo de violação humana, que vão de estrupo, a trabalho escravo, agressão física, intelectual, abuso de poder, crime de estado, tudo de pior que possa acontecer a uma pessoa”, relata a diretora e jornalista Elizabete Martins Campos.
 A banda de som do documentário, apresenta alguns personagens cantarolando. Em meio a tantas histórias de dor e sofrimento, a música é remédio e companheira, como no caso de  seu José Raimundo Rodrigues, que perdeu a maior parte da audição,  por ter sofrido violência física na infância. No curta ele é um exemplo de superação e otimismo em busca de uma vida melhor.
 A trilha sonora, assinada pelos músicos Yuri Guerra e Pablo Castro, traz como tema a “Oração de São Francisco”, em alusão ao nome da ex-colônia de Bambuí, em Minas Gerais e é interpretada pelo cantor Yuri Guerra, que também assina a narração. Yuri é voluntário junto “Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase”,  (MORHAN) na divulgação de projetos da Entidade.
 O documentário “Filhos Separados pela Injustiça” foi financiado pelo Programa de Reorientação da Formação Profissional em Saúde / PRÓ-SAÚDE III, uma parceria entre Pró-saúde, PUC MINAS, Conselho municipal de saúde, Morhan - Morhan Movimento de Reitegração das Pessoas Atingidas pela Hansenías, Prefeitura de Betim e produção da iT Filmes.

FICHA TÉCNICA
TRAILER

SINOPSE
Imagine você arrancada, retirado, afastada, distante, longe, isolada, descampado, solitária, solitário, só, sozinho, isolada, recolhido, retraído, desacompanhado, singular, único, desprotegido, desvalido, desamparado, desajudado, abandonado, apartado, desviado, separado da sua família, despovoado, desabitado, deserto, suspenso, anulado, inabilitado, cortado, abolido, sumprimido, escorraçado, abusado, violentado pelo Estado Brasileiro... essa é uma história real, atual, de brasileiros, em buscam da justiça-, os filhos separados pela hanseníase no Brasil.

TÍTULO:  
FILHOS SEPARADOS PELA INJUSTIÇA
Documentário, 20`43`, Cor e P&B, Brasil, 2017.
 Depoimentos na ordem de aparição no documentário Maria Aparecida Domingos, Isaltina Maria Pereira, Pedro de Paula Costa, Maurício de Tarso Pereira de Jesus, Perina Maria de Vasconcelos, José Raimundo Rodrigues, Maria Luiza da Silva, Paulo Jeova Navarro Queiroz
 Direção e Roteiro Elizabete Martins Campos
 Pesquisa e Produção Thiago Pereira da Silva Flores
 Direção de Fotografia e Montagem Fred Tonucci
 Imagens Fred Tonucci, Elizabete Martins Campos, Arquivos Movimento de Reitegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Morhan 
 Assistente de Produção Ander Pereira Menezes 
 Narração Yuri Guerra - Artista voluntário do Morhan Movimento de Reitegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase - Morhan 
 Trilha sonora Yuri Guerra, Pablo Castro
 Cantorias José Raimundo Rodrigues, Maria Aparecida Domingos, Maria Luiza da Silva
 Parceria Pró-saúde, PUC MINAS, Conselho municipal de saúde, Morhan  -  Morhan Movimento de Reitegração das Pessoas Atingidas pela Hansenías, Prefeitura de Betim
 Produção IT Filmes, Comunicação e Entretenimento 

SERVIÇO:
CIRCULABIT – CIRCUITO DE PROMOÇÃO AUDIOVISUAL, IDEIAS E INTERATIVIDADES

 PROGRAMAÇÃO
 13/12 – Cine Santa Tereza – MIS – Belo Horizonte a partir das 17h - Gratuito

PROGRAMAÇÃO 
17h – Pocket show de Yuri Guerra
17:40h – Exibição do documentário “ Filhos Separados Pela Injustiça”
18h – Debate: Impacto além da tela e a história dos Filhos Separados pela política pública de internação compulsória da hanseníase.
Coordenação: Silvio Salvador – Advogado e vice coordenador do MORHAN MG
Convidados:  Elizabete Martins – Cineasta e jornalista iT Filmes
                       Professora Dra. Elza Machado de Melo – UFMG
                       Ana Lúcia Figueiredo – Jornalista e militante em direitos humanos.
                        Personagens do documentário.
18:50h – Encerramento 
Realização:
IT Filmes, Comunicação e Entretenimento
Parceria:
Morhan - Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase
Apoio
Cine Santa Tereza
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Debate sobre fake news e uso de robôs nas eleições chega ao TSE

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) participou nesta quinta-feira, 7 de dezembro, do “I Seminário Internet Eleições”, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), em Brasília. O evento discutiu as novas regras eleitorais e a influência da web nas eleições de 2018, em especial o risco das fake news e dos robôs na disseminação das informações.
O diretor Marco Aurelio Ruediger participou da mesa de debate “Propaganda Eleitoral e Bots”, apresentando recente pesquisa da FGV DAPP sobre interferências de contas automatizadas em momentos-chave da política brasileira. O estudo “Robôs, redes sociais e política no Brasil” identificou que os bots chegaram a responder por mais de 20% das interações ocorridas no Twitter durante a greve geral de abril deste ano. Durante as eleições presidenciais de 2014, os robôes geraram mais de 10% do debate.
“O esforço de pesquisa da FGV DAPP apresentado neste estudo busca emitir um alerta de que não estamos imunes e que devemos nos preocupar em buscar entender, filtrar e denunciar o uso e a disseminação de informações falsas ou manipulativas por meio desse tipo de estratégia e tecnologia. Deve-se ter atenção e proteger os espaços democráticos inclusive nas redes sociais”, ressaltou Ruediger.
Durante o encontro, ainda foram realizadas outras três sessões: “Fake News, Mídia e Eleições”, “Arrecadação de campanhas via internet” e “Redes Sociais, identidade e anonimato”. A abertura foi realizada pelos presidente e vice-presidente do TSE, ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, respectivamente, e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab.
O seminário faz parte da programação do Fórum Internet e Eleições, promovido pelo TSE, pela Escola Judicial Eleitoral e pela faculdade Mackenzie. O evento prosseguirá nos dias 12 e 13 de dezembro (sendo o último dia destinado a um workshop com reuniões reservadas).

Previdência Social: evento debate desafios da longevidade para economia brasileira

previdência social é um dos principais desafios que o Brasil vai precisar enfrentar nos próximos anos. Para debater o assunto, a FGV EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças e o Banco Mundial reúnem, no dia 11 de dezembro, autoridades e especialistas para o seminário “Previdência: o desafio imposto pela longevidade”. O evento será realizado no auditório da sede da FGV, no Rio de Janeiro (Praia de Botafogo, 190. Botafogo, 12º andar), das 8h30 às 14h.
O evento vai apresentar o estudo "Previdência Social: uma conta impagável", publicado pelo Banco Mundial. Segundo a publicação, o Brasil gasta muito em benefícios previdenciários para padrões internacionais. Esse valor aumentará drasticamente ao longo das próximas décadas devido à mudança da estrutura demográfica brasileira.
O evento contará com a participação de Antonio Nucifora, Economista-chefe do Banco Mundial para o Brasil; Asta Zviniene, Especialista Sênior em Proteção Social; Carlos Ivan Simonsen Leal, Presidente da FGV; Fabio Giambiagi, Economista do BNDES; Heinz Rudolph, Economista líder do Banco Mundial para o setor financeiro; Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda; João Borges, Jornalista da GloboNews; José Feres, Professor da FGV EPGE; Luis Henrique Paiva, Gestor Governamental no IPEA e Professor do IDP/Brasília; Marcelo Caetano, Secretário de Previdência; Martin Raiser, Diretor do Banco Mundial para o Brasil e Rubens Penha Cysne, Diretor da FGV EPGE.
Para mais informações e inscrições, acesse o site.

‘Entre a Fúria e a Loucura’: debate analisa diferentes formas de torcer pelo Botafogo

Um profundo trabalho de pesquisa que destrinchou as diferentes formas de torcer por um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro. Assim pode ser descrita a obra “Entre a Fúria e a Loucura: análise de duas formas de torcer pelo Botafogo de Futebol e Regatas”. Para falar sobre o estudo, a Escola de Ciências Sociais (FGV CPDOC) recebe a autora Isabella Trindade Menezes (IFRJ) no dia 13 de dezembro, às 14h, no auditório 1027 da Sede da FGV, no Rio de Janeiro (Praia de Botafogo, 190). O debate contará também com a participação de Luiz Gustavo Noy, ex-presidente da Fúria Jovem do Botafogo, e com a antropóloga Rosana da Câmara Teixeira, do Departamento de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O trabalho se enquadra no campo dos estudos sobre futebol e as relações sociais presentes no campo esportivo, mais especificamente, a relação entre as diferentes representações acerca de ser torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas. O recorte realizado para análise é o estudo de caso de duas torcidas: a torcida organizada “Fúria Jovem do Botafogo” e o movimento “Loucos pelo Botafogo”.
A abordagem do objeto de pesquisa tem como pressuposto uma análise multidisciplinar, a partir da interface do estudo do caso com várias áreas do conhecimento: História, Ciências Sociais, Antropologia, Memória Social e os Estudos da Linguagem.
“Quando chegamos a um estádio de futebol, notamos, na arquibancada de qualquer time, uma divisão espacial entre os diferentes grupos que ali estão. Essa organização dos torcedores não tem nada de natural. Ela é produzida, apropriada e reapropriada em práticas cotidianas das torcidas. Ou seja, os indivíduos se agrupam de acordo com concepções e com sentidos de pertencimento relacionados ao que significa ser torcedor”, explica a autora.
Para mais informações sobre o evento, acesse o site.

Evento discute desafios e oportunidades de inclusão financeira para Fintechs no Brasil

Desde o final dos anos 1990, o Brasil tem produzido iniciativas relevantes de inclusão financeira, algumas se tornando referências mundiais, caso dos correspondentes bancários. Mais recentemente, um outro fenômeno traz desafios e oportunidades: as financial technologies, ou simplesmente Fintechs. Para debater o assunto, o Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (GVcemif) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP) realiza, no dia 12 de dezembro, às 9h, o evento “Fintech e inclusão financeira no Brasil: desafios e oportunidades”.
O termo Fintech compreende um universo de startups e empresas operando em plataformas digitais e atuantes em serviços financeiros, e tem sido um dos temas constantemente comentados na imprensa especializada pelo seu potencial de contribuir com a inclusão financeira no Brasil. Ainda hoje, dezenas de milhões de brasileiros não têm acesso a serviços financeiros formais.
Nesse sentido, as tecnologias digitais e sua disseminação representam uma promessa de promover um sistema financeiro verdadeiramente inclusivo. Este evento apresenta alguns modelos de negócio emergentes direcionados para segmentos da sociedade que já estão conectados digitalmente, embora ainda não sejam plenamente atendidos pelo sistema financeiro. A proposta é reunir profissionais, pesquisadores e formuladores de políticas públicas e regulatórias para discutir modelos de negócios que permitam essa inclusão a partir de plataformas digitais, avaliando seus desafios e oportunidades.
Para mais informações e inscrições, acesse o site.

FGV coordena V Encontro Latino-americano de Think Tanks na República Dominicana

O Centro Latino-americano de Políticas Públicas (FGV CLPP) participou do V Encontro Latino-americano de Think Tanks, ocorrido em Santo Domingo, capital da República Dominicana. O evento contou com a participação de mais de 40 representantes de think tanks latino-americanos, além de observadores internacionais.
Os principais temas que guiaram a agenda dos debates estiveram relacionados aos desafios socioeconômicos enfrentados pela região, em especial, o baixo crescimento das economias latino-americanas, as tendências globais que afetam a região, além do período eleitoral que se aproxima em um ambiente geral tomado por escândalos de corrupção e emergência de “outsiders” pregando soluções simples para solucionar a crise ética que assola muitos países da região.
Outro momento do debate buscou inserir os think tanks como parte das soluções para os problemas identificados. Para isso, buscou-se refletir não apenas um ponto de vista prático a respeito do que se espera da atuação dos think tanks, mas, também, quais os principais elementos que limitam suas capacidades de atuação, como, por exemplo, questões relacionadas ao financiamento, a adaptação às novas tecnologias para divulgação de estudos, bem como a necessidade de inovação em pesquisas aplicadas e na transmissão de conhecimento.
O V Encontro Latino-americano de Think Tanks foi sediado no FUNGLODE, principal think tank dominicano. Sua organização contou com o apoio e participação do professor Marlos Lima, diretor-executivo do FGV CLPP. Ele atua como coordenador do Comitê de Planejamento dos encontros latino-americanos de think tanks.
A iniciativa de realização dos encontros de think tanks latino-americanos surgiu no CLPP, que organizou e sediou as duas primeiras edições, em 2013 e 2014, dando o pontapé inicial para uma bem-sucedida iniciativa regional, à qual se juntam a cada ano mais participantes e instituições interessadas.

FGV e Itamaraty debatem desafios da atual ordem nuclear internacional

O Centro de Relações Internacionais da FGV organiza, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, uma conferência internacional sobre o futuro do ordenamento nuclear mundial. O evento será realizado em Brasília, no Palácio do Itamaraty, nos dias 7 e 8 de dezembro.
Dentre os temas discutidos estarão as perspectivas futuras de Brasil e Argentina para o regime de salvaguardas nucleares, os rumos da próxima conferência do Tratado de Não Proliferação em 2020, e, ainda, os efeitos da recente aprovação do Tratado de Proibição de Armas Nucleares. O evento joga luz, portanto, sobre as tensões que ameaçam a estabilidade do sistema internacional.
“Num mundo onde o risco da guerra nuclear está em alta e voltou à agenda em WashingtonMoscou e Pyongyang, esse tipo de debate franco entre pesquisadores e diplomatas é mais importante do que nunca”, avalia o coordenador do Centro, Matias Spektor.
A conferência conta ainda com os parceiros Carnegie Endowment for International Peace e PUC-RJ. O Centro de Relações Internacionais é sediado na Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC).